Mais de 1.600 pesquisadores serão contemplados pela primeira vez com as Bolsas de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O resultado preliminar da chamada, divulgado pelo Governo Federal, aponta uma taxa de contemplação de 38% da demanda bruta, que superou 15 mil candidaturas. Os novos bolsistas devem iniciar suas atividades em agosto de 2026.

Fonte: Governo Federal
Quem são os contemplados?
De acordo com o CNPq, a maioria dos contemplados (50,3%) está na faixa etária de 40 a 54 anos. O quantitativo total de bolsas oferecido pela chamada é de 5.707, com possibilidade de acréscimo após a fase de recursos. Esse número corresponde à renovação das bolsas atualmente vigentes, com término previsto para 2026.
Novos níveis de bolsas
A chamada mantém a nova nomenclatura de níveis das bolsas, que desde o ano passado variam em três níveis (de "A" a "C"), substituindo a antiga gradação em cinco níveis (de “A” a “E”), conforme a Resolução Normativa 12/2024 do CNPq.
Investimentos e duração
As propostas aprovadas na Linha 1 (Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora) serão financiadas com recursos estimados em R$ 21,9 milhões. As Linhas 2 e 3 (Produtividade em Pesquisa e Pesquisa Senior) contarão com um total de R$ 565,4 milhões – recursos do orçamento do CNPq, que serão liberados conforme a disponibilidade orçamentária. A duração e os valores das bolsas são variáveis.
50 anos de incentivo à ciência
O edital de bolsas de produtividade completa 50 anos em 2026, consolidando-se como um dos mais bem-sucedidos instrumentos de fomento à atividade científica de alto nível no Brasil. A chamada foi ampliada e aprimorada a partir de 2023, com a oferta de 1.500 novas bolsas e a extensão do adicional de bancada a todas as bolsas PQ e DT, beneficiando mais de 18 mil pesquisadores. Anteriormente, apenas 1/3 dos bolsistas recebiam este auxílio, usado para apoiar pequenas despesas com laboratórios, expedições e grupos de pesquisa.
Parcerias com as FAPs
O CNPq busca firmar acordos com as fundações de amparo à pesquisa (FAPs) nos Estados para a criação de programas de bolsas de produtividade patrocinadas por essas fundações. O objetivo é permitir a contemplação, com recursos dos respectivos estados, de propostas qualificadas e recomendadas pela chamada pública do CNPq, mas que não puderam ser atendidas devido à classificação.
O que esperar do futuro?
Com o aumento do investimento e a expansão do programa, o CNPq espera impulsionar ainda mais a produção científica brasileira, incentivando a pesquisa de alto nível e a formação de novos talentos. A expectativa é que as parcerias com as FAPs ampliem ainda mais o alcance do programa, democratizando o acesso às bolsas e fortalecendo a ciência em todo o país. O resultado preliminar está sujeito a revisão após a fase de reconsiderações, que tem prazo de 10 dias a contar de 18 de maio de 2026. Afinal, qual o impacto real desse investimento a longo prazo?