A articulação de Eduardo Bolsonaro para lançar André do Prado ao Senado em São Paulo gerou um forte descontentamento em Jair Bolsonaro. O ex-presidente discorda da aliança e não pretende apoiar os movimentos do filho, vistos como prejudiciais à imagem do clã. A informação, divulgada por caciques do PL próximos a Michelle Bolsonaro, expõe uma divisão interna na família Bolsonaro em relação às estratégias para as eleições de 2026.

Fonte: VEJA
A Reação de Jair Bolsonaro
Fontes internas do PL revelaram que Jair Bolsonaro teve uma crise nervosa ao tomar conhecimento da operação liderada por Eduardo Bolsonaro. A escolha de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), como candidato ao Senado, é vista pelo ex-presidente como uma manobra que desmoraliza o bolsonarismo perante o eleitorado. Qual o impacto dessa divergência na base de apoio do clã?
Eduardo Bolsonaro e a Estratégia para São Paulo
Eduardo Bolsonaro anunciou que será suplente de André do Prado, numa estratégia que remete à eleição de Lula em 2018, quando o petista lançou um "poste" para concorrer em seu lugar. A proximidade de André do Prado com o Centrão, liderado por Valdemar Costa Neto, é um ponto de discórdia para Jair Bolsonaro, que se sente impotente para controlar as ações do filho, que se encontra nos Estados Unidos.
Ricardo Salles Entra na Disputa
Em meio à controvérsia, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) reafirmou sua candidatura ao Senado por São Paulo, discordando da escolha de André do Prado. Salles argumenta que Prado não representa a direita e que sua candidatura pode fortalecer a esquerda.
“O risco de perder duas vagas para a esquerda é justamente lançar alguém que é próximo da esquerda. [André do Prado] Se elegeu presidente da Assembleia com o voto do PT. É o Centrão ideológico, corrupto e fisiologista. Não é direita, nunca foi e jamais será.” - Ricardo Salles, deputado federal (Novo).
A Contraproposta de Salles
Salles condicionou a desistência de sua candidatura à indicação do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), para a vaga. Segundo o deputado do Novo, essa seria uma forma de prestigiar a direita e evitar negociações com o Centrão.
O Papel do Centrão
Ricardo Salles criticou duramente o Centrão, afirmando que o grupo é “pior que a esquerda” por negociar com todos os lados em busca de benefícios. A escolha de André do Prado, ligado ao Centrão, é vista por Salles como uma incoerência com os princípios da direita.
- Salles é pré-candidato e defende o voto ideológico da direita.
- Prado é visto como próximo ao PT e ao Centrão.
- A disputa expõe divergências estratégicas dentro do campo conservador.
Suplência e Ligações Políticas
A suplência de André do Prado também gera discussões. Fernando Fiori de Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, foi indicado como segundo suplente e é assessor de Rafa Zimbaldi (União Brasil), um deputado estadual do Centrão. Essa ligação reforça a percepção de que a candidatura de Prado busca o apoio de diferentes espectros políticos. O primeiro suplente será Eduardo Bolsonaro.
Cenário Eleitoral em São Paulo
A disputa pelo Senado em São Paulo promete ser acirrada. Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) são nomes cotados pela esquerda, enquanto Guilherme Derrite (PP) também surge como um forte candidato. A divisão na direita, com a candidatura de Salles e as críticas à escolha de Prado, pode influenciar o resultado final.
A crise exposta revela tensões internas no bolsonarismo e levanta questões sobre o futuro da representação da direita em São Paulo. As próximas semanas serão decisivas para definir os rumos das candidaturas e as alianças que serão formadas.
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
🤖Conteúdo gerado com IA • 08/05/2026 • Fontes verificadas
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