O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou suas ameaças contra o Irã, expandindo-as para incluir todas as usinas de energia e pontes do país. A medida ocorre à medida que se aproxima o prazo para que Teerã aceite um acordo, em meio à crescente tensão e conflito na região. Trump impôs um prazo final para o Irã reabrir o Estreito de Hormuz até as 20h (horário da costa leste dos EUA) ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura vital. Mas o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias e insiste em um fim permanente à guerra.
Fonte: CNN
Ameaças Diretas e Reações
“O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”, declarou Trump, sugerindo que seu prazo final é definitivo. Essa postura agressiva provocou alertas sobre potenciais crimes de guerra. O presidente Trump afirmou que o Irã deve abrir o Estreito de Hormuz para todo o tráfego marítimo ou enfrentará a destruição de suas usinas de energia e pontes.
“Só aceitamos o fim da guerra com garantias de que não seremos atacados novamente”, afirmou Mojtaba Ferdousi Pour, chefe da missão diplomática iraniana no Cairo, à Associated Press.
Em resposta, Teerã apresentou um plano de 10 pontos para encerrar os combates por meio do Paquistão, um mediador chave, conforme relatado pela agência de notícias estatal IRNA.
Ações Militares e Condolências
Israel intensificou a pressão ao atacar uma importante planta petroquímica e ao eliminar o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária paramilitar. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou condolências pelas vítimas de um ataque com mísseis iranianos em Haifa. As forças armadas israelenses relataram a morte de quatro pessoas no local do ataque.
Negociações Contínuas e Veto da ONU
Apesar das tensões elevadas, um funcionário regional envolvido nas negociações indicou que os esforços diplomáticos não foram interrompidos. No entanto, a China e a Rússia vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que visava reabrir o Estreito de Hormuz, o que demonstra as divisões internacionais sobre a crise. A resolução, patrocinada pelo Bahrein, visava coordenar medidas defensivas para garantir a passagem segura pelo estreito, mas foi bloqueada pelos vetos.
O Impacto nas Infraestruturas e na População
As ameaças de Trump de atacar a infraestrutura do Irã, incluindo usinas de energia e pontes, geraram preocupações sobre o impacto nos civis. A ONU alertou que qualquer ataque à infraestrutura civil é uma violação do direito internacional. Ataques a instalações de energia poderiam deixar milhões de pessoas sem eletricidade e água potável, enquanto a destruição de pontes prejudicaria gravemente a capacidade do país de transportar bens e serviços.
O Estreito de Hormuz e a Economia Mundial
O Estreito de Hormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, tem sido um ponto focal de tensão. O fechamento do estreito pelo Irã após o início da guerra em 28 de fevereiro teve um impacto significativo na economia global, elevando os preços da energia e aumentando a incerteza nos mercados financeiros. A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) alertou que a restauração total dos fluxos de energia através do Estreito de Hormuz pode levar meses, mantendo os preços da energia elevados.
Reações Internacionais e Esforços Diplomáticos
Líderes humanitários e organizações internacionais condenaram a escalada da retórica e as ameaças de atacar a infraestrutura civil. A Cruz Vermelha alertou que as ameaças deliberadas contra infraestruturas civis essenciais e instalações nucleares não devem se tornar a nova norma na guerra. Vários países estão trabalhando para mediar a crise e encontrar uma solução diplomática.
O Que Esperar?
Com o prazo final se aproximando, o mundo observa atentamente para ver se Trump cumprirá suas ameaças e quais serão as consequências. A situação continua tensa e imprevisível, com o potencial de uma escalada maior e um conflito regional mais amplo. A possibilidade de negociações de última hora e um avanço diplomático ainda existe, mas o tempo está se esgotando.