O Oriente Médio enfrenta um dia de escalada militar com ataques intensos e renovadas ameaças entre Irã, Estados Unidos e Israel. O ultimato do presidente Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz expira às 21h desta terça-feira (horário de Brasília), aumentando a tensão na região e elevando o risco de um conflito de proporções globais. Os EUA já atacaram a ilha de Kharg, enquanto Israel intensificou seus ataques ao redor do território iraniano, e o Irã prometeu retaliação.
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Fonte: G1
Ultimato de Trump e Ameaças
Donald Trump renovou seu ultimato ao Irã, com um prazo final estabelecido para as 21h desta terça-feira, horário de Brasília. Em uma postagem na rede social Truth Social, o presidente dos EUA declarou que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se o Irã não reabrir o Estreito de Ormuz. Uma autoridade iraniana respondeu, afirmando que o país não cederá a "promessas vazias" e ameaçou fechar também o Estreito de Bab el-Mandeb, se a situação escalar. O que está em jogo nessa disputa?
Ataques e Contra-Ataques
Antes mesmo do fim do prazo, os EUA já atacaram a ilha de Kharg, que estoca 90% do petróleo iraniano. Israel também intensificou suas ações, atingindo pontes, trens, aeroportos e edifícios no Irã, incluindo uma ponte em Qom e uma petroquímica em Shihaz. Em resposta, o Irã convocou a população a formar escudos humanos em torno de usinas e ameaçou atacar países do Golfo.
Reação do Irã e Ameaças Regionais
Uma autoridade iraniana alertou que, se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã, "toda a região e a Arábia Saudita mergulharão na escuridão total". A autoridade afirmou que o Catar transmitiu essa mensagem aos EUA e a outros países da região. O Irã também ameaçou fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, caso a situação saia do controle. Segundo a CNN Brasil, Teerã e Washington continuam trocando mensagens por meio do Paquistão, mas o Irã não cederá enquanto os EUA exigirem sua "rendição sob pressão".
Crime de Guerra?
Especialistas em direito internacional apontam que as ameaças de Trump de atacar infraestruturas civis críticas no Irã podem configurar crimes de guerra, já que as Convenções de Genebra proíbem o ataque a objetos indispensáveis à sobrevivência da população. Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio, explicou que os alvos mencionados por Trump são protegidos pelo direito internacional humanitário. No entanto, uma punição internacional é considerada improvável, já que os EUA não integram o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Negociações e Impasses
Irã e Estados Unidos apresentaram suas condições para um cessar-fogo, mas as negociações permanecem travadas. Uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão foi rejeitada por ambos os lados. Trump elogiou a iniciativa, mas declarou que o plano não era suficiente, enquanto o Irã afirmou que prefere negociar o fim definitivo da guerra. Segundo a Folha de S.Paulo, o Paquistão concentra os esforços diplomáticos com o apoio da China, que tem interesses econômicos na região e busca um acordo comercial com os EUA.
Consequências e Temores
Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país. Há também temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave. O Irã já indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo e usinas de dessalinização, o que agravaria ainda mais a crise.
O que esperar?
O prazo do ultimato de Trump se aproxima, e a escalada de ataques e ameaças aumenta a incerteza sobre o futuro do Oriente Médio. A possibilidade de um acordo parece cada vez mais distante, e o risco de um conflito regional de grandes proporções se intensifica. Resta saber se a diplomacia prevalecerá ou se a região enfrentará uma nova onda de violência e instabilidade. Quais serão os impactos globais se a situação continuar a se agravar?