A cidade de Marília, no interior de São Paulo, viveu momentos de angústia e comoção após o desaparecimento de João Raspante Neto, um menino de 12 anos diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) não verbal. Desaparecido desde a tarde de segunda-feira (6), João foi encontrado sem vida na madrugada de terça-feira (7), em uma lagoa próxima à estação de tratamento de esgoto da zona sul da cidade, local onde havia sido visto pela última vez.

Fonte: Visão Notícias
Mobilização e buscas intensas
Desde o momento do desaparecimento, uma força-tarefa foi montada para encontrar João. A mobilização envolveu a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e voluntários da comunidade. O prefeito de Marília, Vinicius Camarinha, chegou a mobilizar o helicóptero Águia para auxiliar nas buscas, demonstrando a urgência e a gravidade da situação. Moradores da região também se uniram, compartilhando informações e mensagens de apoio à família nas redes sociais, o que ampliou o alcance das buscas.
Circunstâncias do desaparecimento e achado
João desapareceu por volta das 16h30 de segunda-feira, de uma chácara no bairro Nova Marília 4, próximo à Vila Real. Segundo relatos, ele conseguiu abrir o portão da propriedade e saiu sem ser notado. No momento do desaparecimento, o garoto vestia uma camiseta verde, cueca e chinelo. Objetos pessoais do menino foram encontrados nas proximidades da estação de tratamento de esgoto, o que direcionou as buscas para a área. A operação se concentrou em uma área de difícil acesso, com estrada de terra e condições climáticas adversas devido à chuva.
Investigação e comoção
As primeiras informações da Defesa Civil apontam para a hipótese de afogamento. A Polícia Civil informou que o óbito foi constatado por um médico do serviço de emergência, sem sinais aparentes de violência. A Polícia Científica foi acionada para realizar exames periciais, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte. A polícia civil conseguiu rastrear a localização do aparelho celular da vítima, o que auxiliou na delimitação da área de buscas e pode ter sido determinante para a localização do corpo.
"Esse é um momento de união. Precisamos de todos atentos. Qualquer informação pode ser decisiva", afirmou Vinicius Camarinha, prefeito de Marília.
Próximos passos na investigação
Apesar do encontro do corpo, a investigação do caso continua. A Polícia Civil está analisando diversos elementos para esclarecer as circunstâncias da morte de João. A análise completa das evidências e os exames periciais serão cruciais para determinar a causa da morte e descartar outras hipóteses. A mobilização intensa e o compartilhamento de informações pela comunidade foram importantes para o rastreamento, porém as autoridades destacam que o caso ainda está em fase inicial de investigação. A expectativa é que um laudo definitivo seja apresentado após a conclusão dos exames.
O impacto na comunidade
A trágica morte de João Raspante Neto gerou grande comoção em Marília. A comunidade local se uniu em luto e solidariedade à família do menino. O caso serve como um alerta para a importância do acompanhamento e da segurança de pessoas com TEA, especialmente em áreas de risco. A rápida mobilização e o engajamento da comunidade demonstram a importância da união em momentos de crise. A família agradece o apoio recebido durante as buscas. Este caso deixa uma marca dolorosa na cidade e reforça a necessidade de atenção e cuidado com os mais vulneráveis.