O ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, expressou seu descontentamento com o atacante Gabigol, atualmente no Santos, afirmando que ele não é mais a referência do período vitorioso do clube. Em entrevista ao Charla Podcast, Landim relembrou a passagem conturbada do jogador, detalhando momentos de atrito e criticando sua postura após a conquista da Copa do Brasil de 2024. A decisão de oferecer um contrato de apenas um ano a Gabigol em 2024 e a forma como ele comunicou sua saída também foram temas abordados.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2023/d/S/DbBTSgQjaCLdEXB5ZLlw/a2.jpg)
Fonte: ge
Críticas à Postura e Desempenho
Landim recordou um episódio na final da Copa do Brasil, onde Gabigol discutiu com Filipe Luís, e criticou a atitude do atacante na segunda partida. Segundo o ex-presidente, Gabigol demonstrou falta de respeito com seus companheiros ao anunciar sua saída logo após a conquista do título. Ele revelou que o clube havia encaminhado uma renovação até 2028, mas recuou, oferecendo um contrato até 2025. A proposta de renovação por apenas um ano foi justificada pelo desempenho abaixo do esperado do jogador nos anos de 2023 e 2024.
“Ele foi um Gabigol até 2022. Em 2023, acho um ano muito ruim dele e 2024 também vinha sendo… ainda teve um problema com o Filipe Luís na final (Copa do Brasil), um negócio inacreditável no primeiro jogo. No segundo, ele sai no intervalo, o jogo mudou com o Bruno Henrique”, declarou Landim.
Mágoa e Falta de Respeito
O ex-presidente expressou mágoa com a atitude de Gabigol ao revelar que ele não vestiu a camisa comemorativa do título da Copa do Brasil, demonstrando insatisfação e tentando, segundo Landim, “azedar o clima”. Landim também mencionou que sentia que os jogadores não estavam confortáveis com o comportamento de Gabigol na sala de embarque.
Apesar das críticas, Landim reconheceu a importância de Gabigol na história do Flamengo. Ele admitiu que o atacante teve uma participação gigantesca nos títulos conquistados pelo clube, mas lamentou que ele não tenha mantido o mesmo desempenho, o que o impediu de se tornar a referência do período vitorioso.
Pressão e Influência nos Técnicos
Landim revelou que Gabigol exercia pressão sobre os técnicos quando não era escalado, e que, em alguns momentos, os treinadores se sentiam acuados devido ao grande peso do jogador no clube. Ele mencionou que a escalação de Gabigol no time ocorria, por vezes, sem que o técnico tivesse certeza de que era a melhor solução. Essa avaliação, segundo Landim, era uma das formas de medir a qualidade do técnico.
“Eu sentia que em alguns momentos ele não estava bem e os técnicos ficavam acuados, ele era muito grande no clube. Ele acabava entrando no time sem que o técnico tivesse a certeza de que era a melhor solução”, afirmou.
O Futuro de Gabigol
Landim também comentou sobre o alto custo do contrato de Gabigol, comparando-o ao valor do terreno do Flamengo de R$ 180 milhões. Ele questionou se valia a pena manter um jogador que, segundo ele, acabava sendo um problema quando não era escalado. Apesar das críticas, Landim entregou uma placa personalizada a Gabigol em seu jogo de despedida, mas o jogador não posou para fotos com os dirigentes, preferindo celebrar com a torcida. A declaração de Landim reacende o debate sobre a passagem de Gabigol pelo Flamengo e seu legado no clube.