O clássico Gre-Nal 452, disputado no Beira-Rio, terminou em um empate de 0 a 0, evidenciando a fragilidade ofensiva do Internacional e expondo um dilema tático para o técnico Paulo Pezzolano. A partida, válida pela 11ª rodada do Brasileirão 2026, ficou marcada pela falta de criatividade e dificuldades de ambas as equipes em criar chances claras de gol, frustrando a torcida colorada que esperava uma reação em casa.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/m/z/BaN4PoSpOnX9oYbBIq5g/55201543026-21d6dbe916-k.jpg)
Fonte: ge
O Dilema de Pezzolano: Alan Patrick e Borré
A atuação de Alan Patrick, antes considerado o melhor meia do Brasil, e a adaptação de Borré ao time têm sido um desafio para Pezzolano. Alan Patrick, que já esteve na pré-lista de Carlo Ancelotti, não tem conseguido repetir as boas atuações do passado, enquanto Borré, contratado para ser a esperança de gols, ainda não conseguiu se firmar. O técnico precisa encontrar uma forma de recuperar o futebol de Alan Patrick e fazer com que Borré mostre seu potencial. Seria a falta de entrosamento a causa do problema?
Fragilidade Ofensiva e Números Preocupantes
O Internacional tem apresentado dificuldades em marcar gols no Brasileirão. Com apenas nove gols em 11 rodadas, o time tem um dos piores ataques da competição. A falta de poder de fogo em casa é outro fator preocupante, com apenas uma vitória em seis jogos no Beira-Rio. Segundo o ge, o "artilheiro" da equipe é Alan Patrick, com apenas dois gols.
Próximos Desafios e a Busca pela Evolução
Pezzolano terá a semana para trabalhar e buscar soluções para o setor ofensivo. O próximo jogo, contra o Mirassol, no dia 19, novamente no Beira-Rio, será crucial para mostrar evolução e afastar o risco de um Brasileirão complicado. A torcida espera ver um time mais criativo e eficiente, capaz de transformar o Beira-Rio em um caldeirão e garantir os três pontos. O treinador colorado precisa encontrar alternativas táticas para dar mais poder de fogo ao ataque e melhorar o desempenho da equipe em casa.
Escalações e Expectativas para o Gre-Nal
Antes da partida, as prováveis escalações de Internacional e Grêmio geraram expectativa entre os torcedores. O Internacional, sob o comando de Paulo Pezzolano, foi escalado com Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres e Matheus Bahia; Vitinho, Paulinho, Villagra e Bernabei; Carbonero e Alan Patrick. Já o Grêmio, treinado por Luís Castro, entrou em campo com Weverton; Pavón, Viery, Gustavo Martins e Pedro Gabriel; Nardoni, Noriega; Tetê, Enamorado e Amuzu; Carlos Vinícius. As escalações refletiram a busca dos técnicos por um equilíbrio entre defesa e ataque, mas o resultado final mostrou que ambas as equipes ainda precisam de ajustes.
Repercussão e Análise do Clássico
O empate no Gre-Nal gerou diversas reações e análises na imprensa esportiva. Diogo Olivier, do GZH, classificou o clássico como um jogo de "ruindade pornográfica", destacando a falta de criatividade e os muitos erros das duas equipes. A atuação dos goleiros Weverton e Rochet foi elogiada, mas a pobreza técnica e a falta de perspectiva foram os pontos negativos da partida. O resultado deixou ambas as equipes próximas da zona de rebaixamento, indicando um longo e difícil Brasileirão pela frente. A expulsão de Viery, do Grêmio, no final da partida, adicionou emoção aos acréscimos, mas não foi suficiente para mudar o placar.
O Gre-Nal expôs as dificuldades do Internacional em ser eficiente no Beira-Rio. A equipe precisa encontrar soluções para superar a fragilidade ofensiva e transformar o estádio em um trunfo na busca por melhores resultados no Campeonato Brasileiro. O técnico Paulo Pezzolano terá a missão de ajustar o time e encontrar a melhor formação para os próximos desafios.