O cessar-fogo de 15 dias entre Estados Unidos e Irã, anunciado na terça-feira (7), enfrenta incertezas devido a novos ataques e divergências. A trégua, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão de ataques, foi abalada por eventos recentes, incluindo ataques no Líbano e o fechamento do estreito.
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Fonte: G1
Principais Pontos do Acordo
O acordo inicial previa uma trégua de 15 dias, durante a qual EUA e Israel suspenderiam ataques ao Irã. Em contrapartida, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz, vital para o trânsito de petróleo. Além disso, o Irã se comprometeria a não atacar países do Golfo, parceiros dos EUA.
Negociações em Islamabad
Delegações dos EUA e do Irã se reunirão em Islamabad, Paquistão, nesta sexta-feira (10) para buscar um acordo de paz duradouro. O Paquistão atua como mediador nas negociações.
Divergências e Impasses
Apesar do cessar-fogo, persistem divergências cruciais. O Irã propôs um plano de dez pontos, que inicialmente foi considerado uma base para negociação, mas agora enfrenta resistência dos EUA. Um dos pontos de discórdia é o compromisso nuclear, com versões conflitantes sobre a aceitação do enriquecimento de urânio.
Inclusão do Líbano
O maior impasse é a inclusão do Líbano no cessar-fogo. Enquanto Paquistão e Irã afirmam que a trégua se estende ao Líbano, EUA e Israel discordam. Ataques israelenses recentes ao Líbano resultaram em centenas de mortes, intensificando as tensões. Segundo balanço das autoridades libanesas, os bombardeios deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos.
Controle do Estreito de Ormuz
Outro ponto de atrito é o controle do Estreito de Ormuz. Os EUA defendem a livre circulação, enquanto o Irã busca manter o controle coordenado por suas forças navais. O estreito chegou a ser reaberto, mas foi novamente fechado após ataques ao Líbano.
Sanções e Retirada de Tropas
O Irã exige a suspensão total das sanções e o pagamento de indenizações, além da retirada das tropas dos EUA do Oriente Médio. O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta quarta que militares enviados à região continuarão por lá por enquanto.
Ameaças e Preparativos dos EUA
Pete Hegseth, Secretário de Defesa dos EUA, revelou que os Estados Unidos estavam preparados para atacar alvos críticos no Irã, como infraestrutura e usinas de energia, caso o cessar-fogo não fosse alcançado. Ele afirmou que a ameaça de Donald Trump de que “uma civilização inteira morreria” foi decisiva para levar o Irã à mesa de negociações.
“Eles sabiam exatamente o que éramos capazes de fazer”, afirmou Hegseth sobre o Irã.
Mediação e Próximos Passos
Em meio a essas tensões, Donald Trump enviará o vice-presidente J.D. Vance ao Paquistão para negociações com o Irã. A Casa Branca enfatizou a importância da reabertura imediata do Estreito de Ormuz. O Paquistão, mediador do cessar-fogo, pediu moderação às partes, reconhecendo que violações foram registradas. A situação permanece instável, com o futuro do cessar-fogo dependendo das negociações em Islamabad e do cumprimento dos termos acordados. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, chegou a afirmar que a trégua foi rompida com ataques a ilhas iranianas.