Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) aponta, pela primeira vez, um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de segundo turno para as eleições de 2026. Ambos os candidatos registraram 41% das intenções de voto, indicando um acirramento na disputa. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março e possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Rejeição e Voto Independente
A pesquisa também investigou a rejeição aos candidatos. Lula apresenta uma taxa de rejeição de 56%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 55%. Entre os eleitores independentes, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula pela primeira vez, com 32% das intenções de voto, contra 27% do presidente. Esse segmento do eleitorado representa 32% do total, conforme os dados da Quaest. A margem de erro para este recorte é maior do que a dos dados gerais.
Desempenho em Outros Cenários
Apesar do empate com Flávio Bolsonaro, Lula mantém a liderança em outros cenários de segundo turno. Contra Aldo Rebelo (DC), por exemplo, a vantagem do presidente chega a 21 pontos percentuais. Nos confrontos com Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD) e Renan Santos (Missão), Lula também se mantém à frente, embora com margens variadas.
Reações e Estratégias Partidárias
O resultado da pesquisa gerou reações em diferentes espectros políticos. Uma ala do PT atribui a queda de popularidade de Lula a escândalos recentes e cobra uma agenda mais propositiva do governo. Segundo o Estadão, dirigentes do partido usaram a expressão “voltar das férias” para demonstrar o descontentamento com os rumos do terceiro mandato de Lula. Paralelamente, a cúpula do PT intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro nas redes sociais, buscando expor supostas irregularidades e ligações com milícias.
"A eleição de 2026 será uma das mais duras da história do Brasil. Mas temos convicção e certeza da vitória, porque, quando o debate chegar à vida real do povo brasileiro, a comparação entre os projetos falará mais alto", afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Percepção sobre os Candidatos
A Quaest também avaliou a percepção dos eleitores sobre os candidatos. Para 48%, Flávio Bolsonaro não é mais moderado que sua família, enquanto 38% acreditam que sim. Em relação a Lula, 42% o consideram mais moderado do que o PT, e 43% discordam. Uma parcela significativa dos eleitores considera ambos os candidatos radicais: 46% para Lula e 45% para Flávio.
O que esperar?
O cenário eleitoral de 2026 se mostra cada vez mais incerto. O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, somado à alta rejeição de ambos e à polarização política, indica que a disputa será acirrada. Resta saber se a melhora nos indicadores econômicos e a implementação de políticas públicas efetivas serão suficientes para impulsionar a candidatura de Lula. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de se desvincular da imagem de seu pai e apresentar propostas que atraiam um eleitorado mais amplo. A campanha eleitoral, que se intensificará nos próximos meses, será decisiva para definir o futuro do país.
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