Analistas da Ágora Investimentos recomendam a compra de ações da Prio (PRIO3) para operações de curto prazo, visando um lucro potencial de até 6,37% no pregão desta segunda-feira (2). Contudo, o Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Prio para neutra, citando que a ação está "esticada" após valorização recente.

Fonte: Estadão E-Investidor
Recomendação de Swing Trade da Ágora Investimentos
A Ágora Investimentos abriu um swing trade de compra para as ações da Prio (PRIO3), com o objetivo de lucrar com a alta no curto prazo. A operação é válida apenas para o pregão de hoje, segunda-feira (2). A recomendação surge em meio à alta do petróleo, impulsionada pelos recentes conflitos no Oriente Médio.
Os analistas da Ágora sugerem uma entrada entre R$ 54,48 e R$ 54,62, com um primeiro objetivo de R$ 55,93, representando um ganho estimado de 2,41% a 2,66%. O segundo objetivo é posicionado em R$ 57,95, o que ampliaria o ganho para 6,1% a 6,37%. O stop loss sugerido é de R$ 54,09, com uma perda estimada de 0,72% a 0,96% se atingido.
É crucial lembrar que esta operação é válida apenas para hoje. A Ágora recomenda que, caso o stop loss ou um dos objetivos seja atingido antes da entrada, a operação deve ser cancelada. Se o primeiro objetivo for alcançado, eles sugerem realizar 50% e ajustar o stop para o preço de entrada.
Rebaixamento da Ação pela Bradesco BBI
Apesar da recomendação da Ágora Investimentos, o Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Prio (PRIO3) para neutra. Segundo o banco, a forte valorização recente da ação limita o upside para apenas 11% em relação ao novo preço-alvo de R$ 58 por ação para 2026. Os analistas reconhecem o rápido avanço da Prio na redução de riscos e no desenvolvimento de seus ativos, mas acreditam que as perspectivas positivas já estão refletidas nas cotações atuais.
O que esperar do futuro da Prio?
O Bradesco BBI projeta um aumento significativo na produção da Prio, com um salto de 70% em 2026 e 12% em 2027, impulsionado pelos projetos de Wahoo e Peregrino. No entanto, eles questionam se a Prio merece uma taxa de desconto menor ou um método de avaliação alternativo, dada a rápida diminuição dos riscos em Wahoo e o histórico recente de M&As e cortes de custos.
O banco introduziu a discussão sobre o FCFE yield (fluxo de caixa livre ao acionista), comparando o histórico de 10 anos de empresas de petróleo independentes com o de grandes petroleiras. A análise sugere que, no longo prazo, a ação da Prio poderia atingir aproximadamente R$ 85, se negociada com um prêmio de 7 pontos percentuais sobre o FCFE yield projetado da Petrobras. No entanto, o FCFE yield 2026E da Prio está em torno de 12%, o que, segundo o Bradesco BBI, é apertado após o rali recente.
Além disso, o aperto no mercado de navios-tanque gigantes (VLCC) tem prejudicado os preços realizados, e o banco mantém uma visão cautelosa sobre o mercado global de petróleo, prevendo excesso de oferta e riscos geopolíticos baixistas. Esses fatores contribuem para a postura mais conservadora em relação à ação da Prio no curto prazo.
Em resumo: Qual a melhor estratégia?
A Prio (PRIO3) apresenta um cenário misto. Enquanto a Ágora Investimentos vê uma oportunidade de lucro rápido com um swing trade, o Bradesco BBI adota uma postura mais cautelosa, acreditando que a ação já precificou grande parte de seu potencial de crescimento. Investidores devem considerar ambos os pontos de vista ao tomar decisões sobre a Prio, levando em conta seus objetivos de investimento e tolerância ao risco.