A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fallax nesta quarta-feira (25), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Entre os alvos da operação estão o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini. A investigação apura um esquema que movimentou mais de R$ 500 milhões, envolvendo crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. A operação foi deflagrada simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
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Fonte: G1
Detalhes da Operação Fallax
A Operação Fallax mobilizou 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. Até o momento, 14 pessoas foram presas. A investigação, que teve início em 2024, revelou um esquema sofisticado de obtenção de vantagens ilícitas, com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas para a movimentação e ocultação de recursos de origem ilegal.
Como funcionava o esquema?
De acordo com a PF, funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento do dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, visando descapitalizar a organização criminosa. Além do Grupo Fictor, a investigação também aponta para o envolvimento do Comando Vermelho no mesmo esquema de lavagem de dinheiro.
O Grupo Fictor e a Tentativa de Compra do Banco Master
Em novembro de 2025, o Grupo Fictor anunciou a intenção de comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro, com um aporte de R$ 3 bilhões. A negociação ocorreu pouco antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master. Após a liquidação, o Grupo Fictor enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que culminou no pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest.
Possíveis Crimes e Penas
Os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão. A Polícia Federal continua as investigações para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.
Qual o tamanho do impacto dessas fraudes no sistema financeiro e na confiança dos investidores? A resposta a essa pergunta deverá surgir com o avanço das investigações e o desenrolar do processo judicial.