O Brasil registra um aumento nos casos de mpox em 2026, com 149 casos confirmados e prováveis, distribuídos em 13 estados e no Distrito Federal. O Ministério da Saúde emitiu um alerta, reforçando a necessidade de medidas preventivas e vigilância epidemiológica. Até o momento, não há registros de óbitos pela doença no país neste ano.

Fonte: Diário do Comércio
Panorama Nacional da Mpox em 2026
Dos 149 casos, 140 foram confirmados laboratorialmente, enquanto nove ainda são considerados prováveis e aguardam análise. São Paulo lidera o ranking com 93 casos confirmados, concentrando a maior parte das infecções no país. Minas Gerais também apresenta um número considerável de casos, com 13 registros, a maioria concentrada na Grande Belo Horizonte.
Outros Estados Atingidos
Além de São Paulo e Minas Gerais, outros estados registraram casos isolados de mpox, incluindo Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Pará, Sergipe, Santa Catarina, Paraíba e Goiás. O país também possui mais de 570 notificações em investigação.
Sintomas, Transmissão e Prevenção
A mpox, causada por um vírus da família Orthopoxvirus, apresenta sintomas iniciais como febre, dor de cabeça, dores musculares e cansaço. Em alguns casos, a doença evolui para a fase eruptiva, com lesões na pele que podem surgir na face, mãos, pés, região genital ou mucosas.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo entre pessoas, através de lesões cutâneas, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados.
Medidas de Prevenção Recomendadas
- Evitar contato próximo com pessoas com sintomas suspeitos.
- Procurar atendimento médico em caso de suspeita.
- Isolamento de pacientes confirmados até o fim do período de transmissibilidade.
- Não compartilhar objetos de uso pessoal.
Ações do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde garante que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os pacientes com mpox. Estão em andamento ações de investigação epidemiológica, rastreamento de contatos e vigilância ativa.
Vacinação e Grupos de Risco
A vacinação contra a mpox está disponível para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV/aids com baixa contagem de células CD4, profissionais de laboratório que manipulam Orthopoxvírus, e contatos de casos confirmados ou suspeitos.
Subvariantes e Gravidade
Em São Paulo, foram identificados casos da subvariante 1b, historicamente associada a quadros mais graves da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também identificou uma nova cepa recombinante na Índia e no Reino Unido. No entanto, a avaliação de risco permanece moderada para grupos com maior exposição, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas com múltiplos parceiros, sendo considerado baixo para a população em geral. A letalidade estimada varia de 1% a 10%, com maior risco para crianças e pessoas imunossuprimidas.
Minas Gerais: Casos Concentrados na Grande BH
Em Minas Gerais, dos 13 casos confirmados, a maioria se concentra na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com oito casos na capital, três em Contagem e um em Ribeirão das Neves. Um caso foi registrado em Formiga, na Região Centro-Oeste do estado. Todos os pacientes são homens com idades entre 25 e 56 anos, e todos evoluíram para cura.
O Que Esperar?
Diante do aumento de casos, a atenção à prevenção e o acesso à informação são cruciais. O monitoramento contínuo e as ações de saúde pública serão determinantes para controlar a disseminação da mpox no Brasil. A população deve estar atenta aos sintomas e seguir as orientações das autoridades de saúde para evitar a propagação do vírus. Qual será o impacto a longo prazo desse aumento de casos na saúde pública brasileira?
Dados oficiais indicam que, ao longo de 2025, o Brasil registrou 1.079 casos e dois óbitos relacionados à doença. Até o momento, não há registro de mortes por mpox em 2026 no país.