O dólar à vista abriu a sessão desta terça-feira (3) com forte alta frente ao real, atingindo R$ 5,25, acompanhando o movimento global de aversão a riscos devido à escalada das tensões no Oriente Médio. A ausência de sinais de arrefecimento dos conflitos tem levado investidores a se afastarem de ativos considerados mais arriscados, impulsionando a moeda americana globalmente.
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Fonte: Valor Econômico
Impacto nos Mercados Globais
O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, operava em alta de 0,76%, aos 99,127 pontos. Paralelamente, o euro comercial apreciava 0,53%, cotado a R$ 6,0826. Esse cenário reflete uma busca generalizada por segurança, com investidores migrando para ativos considerados mais estáveis em tempos de incerteza geopolítica.
Ações e ETFs Brasileiros
Em Nova York, o ETF brasileiro EWZ registrava queda de 2,98%, cotado a US$ 37,49, no pré-market. No entanto, os ADRs da Petrobras (PETR3;PETR4) apresentavam ganhos de 1,76%, a US$ 17,62, impulsionados pela alta do petróleo. A sessão pós eclosão do conflito no Irã foi de alta para o Ibovespa, com ganhos de 0,28%, a 189.307 pontos, guiado pelas petroleiras.
Crise Energética e Inflação
As preocupações com a inflação predominam nos mercados internacionais, impulsionadas pelo aumento nos preços da energia devido ao conflito. O Catar suspendeu sua produção de gás natural liquefeito, o que levou ao fechamento preventivo de instalações de petróleo e gás em todo o Oriente Médio. A produção do país representa cerca de 20% da oferta global. A autoridade da Guarda Revolucionária do Irã disse que o Estreito de Ormuz foi fechado ao tráfego marítimo e que o país abrirá fogo contra qualquer navio que tente atravessar.
Reação nos Mercados Asiáticos e Europeus
As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa, com o índice sul-coreano Kospi sofrendo um tombo de 7,24%. Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 2,66%. Investidores temem que o conflito no Oriente Médio, deflagrado por um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, prejudique a oferta do petróleo.
O que esperar?
Ainda é incerto por quanto tempo o conflito no Oriente Médio irá durar, e quais serão os seus desdobramentos. A tensão geopolítica e a volatilidade nos mercados devem continuar, exigindo cautela por parte dos investidores. Acompanhar os desdobramentos do cenário internacional e a reação dos mercados será crucial para entender os próximos movimentos do dólar e de outros ativos.