Em um ataque que durou apenas 60 segundos, mas foi planejado ao longo de décadas, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em bombardeios simultâneos em Teerã. A operação, realizada por Israel com apoio de inteligência dos Estados Unidos, também vitimou membros da cúpula de segurança iraniana e chefes militares. O ataque, que ocorreu na manhã de 28 de fevereiro de 2026, representa um momento de grande instabilidade para o regime iraniano.
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Fonte: G1
Planejamento e Execução do Ataque
Os serviços secretos israelenses trabalharam por anos na coleta de informações, enquanto, nos últimos seis meses, agências de inteligência americanas forneceram apoio com tecnologia e agentes. A inteligência americana obteve a localização exata de Khamenei e compartilhou com Israel, acelerando o cronograma do ataque. Fontes da imprensa internacional detalharam que a residência oficial do aiatolá ficava na Rua Pasteur, em Teerã, e que Israel havia hackeado câmeras de trânsito na região.
O Papel da Inteligência Artificial
Segundo o “Wall Street Journal”, os Estados Unidos utilizaram inteligência artificial da empresa Anthropic na seleção de alvos e simulação de batalha. Essa tecnologia, no entanto, já havia sido alvo de controvérsia, com o ex-presidente Trump ordenando a suspensão do uso da Anthropic por agências federais, após reclamações sobre seu uso na captura de Nicolás Maduro. Será que o uso de IA em operações militares levanta questões éticas sobre o controle e a responsabilidade?
Consequências e o Futuro do Regime Iraniano
Apesar da morte de Khamenei, especialistas acreditam que o regime que ele ajudou a criar pode sobreviver. A professora de direito constitucional da Universidade de Chicago, em análise para a Folha de S.Paulo, ressalta que a estrutura institucional de poder construída por Khamenei pode ser seu legado mais duradouro. Durante seu governo, Khamenei reconfigurou a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em um conglomerado político e econômico integrado em quase todos os principais setores da economia iraniana. O sistema criado por Khamenei era um em que lealdade militar, interesses financeiros e a sobrevivência do regime se reforçavam mutuamente.
Quem eram os Aiatolás?
Os aiatolás, como Khamenei, são figuras de grande importância no Irã, governando o país desde 1979. A BBC explica que, dentro da vertente xiita do Islã, o termo é um título honorífico reservado aos religiosos vistos como os mais sábios e qualificados. São considerados especialistas na Sharia, o sistema de lei islâmica. A Revolução Iraniana de 1979 consolidou a junção entre religião e política, transformando o Irã em uma república islâmica teocrática, onde o poder é ocupado por um aiatolá.
Reações e Próximos Passos
A Guarda Revolucionária do Irã já afirmou que os inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros, nem mesmo em casa. A situação permanece tensa no Oriente Médio, e o mundo observa atentamente os desdobramentos desse ataque e seus impactos no futuro do Irã e da região.