A Portela surpreendeu o público na Marquês de Sapucaí ao apresentar uma comissão de frente inovadora com um drone tripulado. Durante a apresentação, um integrante, utilizando um superdrone iluminado, decolou e sobrevoou os demais bailarinos, encantando o público presente. O espetáculo representou a redenção do Negrinho do Pastoreio, em diálogo com o orixá Bará e a história do Príncipe Custódio. Mas, afinal, qual a tecnologia por trás desse feito?
A Apresentação e a Narrativa
A comissão de frente, dividida em quatro atos, apresentou o enredo a partir do diálogo entre o orixá Bará e o Negrinho do Pastoreio, personagens centrais da narrativa da escola. Bará, o senhor dos caminhos no Batuque gaúcho, pede ao Negrinho que encontre uma história perdida na névoa. O menino retorna com a trajetória do Príncipe Custódio, liderança religiosa que organizou o Batuque no Rio Grande do Sul, tornando-se um símbolo de resistência negra. A apresentação destacou a chegada de Custódio ao sul do país, sua atuação religiosa e política, e o assentamento de Bará no Mercado Público de Porto Alegre, um espaço considerado sagrado. A partir daí, a narrativa enfatizou a formação das nações do Batuque e a consolidação da religião como expressão de identidade e sobrevivência da população negra gaúcha."A gente quis trazer o drone para poder fazer o negrinho voar, porque ele se liberta", contou a coreógrafa Cláudia Mota.O público presente nas frisas e nos degraus próximos à pista pôde sentir a potência das hélices do equipamento, demonstrando o impacto visual e sensorial da apresentação.
Detalhes Técnicos do Megadrone
Oito Hélices e Baterias Potentes
O megadrone utilizado pela Portela possui oito hélices e foi pilotado por um profissional romeno chamado Alexander. A estrutura exigiu o uso de diversas baterias, que garantiam apenas cinco minutos de voo. A apresentação completa, com quatro aparições do drone, durou cerca de 40 segundos, com o equipamento retornando ao carro alegórico para recarregar as baterias. Uma complexa operação logística foi montada dentro do carro alegórico para garantir a recarga rápida e eficiente, conforme explicado pela coreógrafa Cláudia Mota.ANAC Solicita Esclarecimentos
Após a apresentação, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) notificou a Portela e a LIESA, questionando o uso do drone tripulado. Segundo a ANAC, o transporte de pessoas e animais em drones é expressamente proibido pelas regulamentações vigentes. A Portela tem dez dias para responder à notificação, esclarecendo como a operação foi realizada e quais medidas de segurança foram adotadas.O Significado da Lenda do Negrinho do Pastoreio
A lenda do Negrinho do Pastoreio, amplamente conhecida no folclore do Rio Grande do Sul, narra a história de um menino negro escravizado que sofria maus tratos. Após perder um cavalo, ele é castigado e deixado em um formigueiro. No entanto, no dia seguinte, é encontrado vivo ao lado da Virgem Maria, com os cavalos de volta. A lenda o transforma em um símbolo de proteção e esperança, ajudando a encontrar objetos perdidos. A narrativa expõe a violência da escravidão no Sul do Brasil, ao mesmo tempo em que oferece uma mensagem de redenção e fé. A inovação da Portela, ao utilizar um drone tripulado para representar a liberdade do Negrinho do Pastoreio, demonstra a capacidade do carnaval de inovar e emocionar, enquanto aborda temas importantes da história e cultura afro-brasileira. Resta aguardar os próximos desdobramentos e a resposta da escola à ANAC.📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
🤖Conteúdo gerado com IA • 16/02/2026 • Fontes verificadas
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