OpenAI firma acordo com o Pentágono após Trump banir Anthropic

A OpenAI firmou um acordo com o Pentágono para utilizar seus modelos de inteligência artificial na rede classificada da agência de defesa dos EUA, implementando "salvaguardas". Esta decisão surge após o ex-presidente Donald Trump ter banido a Anthropic, uma rival no setor de IA.

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Fonte: CNN

O Banimento da Anthropic e a Reação de Trump

Trump justificou o banimento da Anthropic alegando que a empresa representava uma ameaça à segurança nacional, após a recusa desta em concordar com o uso militar incondicional de seus modelos Claude. A Anthropic respondeu prometendo contestar judicialmente o que considerou uma "intimidação", defendendo que sua tecnologia não deveria ser utilizada para vigilância em massa ou sistemas de armas totalmente autônomos. "Estou orientando CADA Agência Federal no Governo dos Estados Unidos a CESSAR IMEDIATAMENTE todo o uso da tecnologia da Anthropic. Nós não precisamos, não queremos e não faremos negócios com eles novamente!", declarou Trump em sua plataforma Truth Social.

Acordo da OpenAI com o Pentágono: Detalhes e Salvaguardas

Poucas horas após a declaração de Trump, o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou um acordo com o Pentágono, com diretrizes semelhantes às que a Anthropic propôs, utilizando "salvaguardas técnicas" acordadas com o Departamento de Defesa. Altman enfatizou que dois dos princípios de segurança mais importantes da OpenAI são as proibições de vigilância doméstica em massa e a responsabilidade humana no uso da força, inclusive em sistemas de armas autônomos. Ele ainda adicionou que esses princípios foram incorporados ao acordo.

Reações e Controvérsias

A decisão de Trump e o subsequente acordo da OpenAI geraram uma onda de reações. O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, criticou a Anthropic, acusando-a de "arrogância e traição". Em contrapartida, o democrata Hakeem Jeffries elogiou a coragem da Anthropic por resistir ao que ele chamou de "chocante esquema de invasão de privacidade".

A Posição da Anthropic e o Apoio da Indústria

A Anthropic reafirmou sua posição contra a vigilância em massa e armas autônomas, declarando que permanece pronta para apoiar a segurança nacional dos Estados Unidos, mas que contestará judicialmente qualquer designação de risco na cadeia de suprimentos. Em um gesto de solidariedade, centenas de funcionários de gigantes da IA como Google DeepMind e OpenAI assinaram uma carta aberta intitulada "Nós Não Seremos Divididos", incentivando suas empresas a apoiarem a Anthropic na recusa das exigências do Departamento de Guerra.

O que está em jogo?

A disputa entre as empresas de IA e o governo dos EUA levanta questões cruciais sobre a ética no uso da inteligência artificial, especialmente em aplicações militares. A exigência de salvaguardas e a recusa em participar de projetos que violem princípios de direitos humanos demonstram uma crescente preocupação dentro da indústria de tecnologia. Qual o limite da colaboração entre empresas de tecnologia e o setor militar? A resposta a essa pergunta moldará o futuro da IA e seu impacto na sociedade.

Próximos Passos

A Anthropic planeja contestar o banimento judicialmente, enquanto a OpenAI inicia sua colaboração com o Pentágono sob as novas diretrizes. O desenrolar dessa história promete ser acompanhado de perto, com implicações significativas para o futuro da inteligência artificial na defesa e na segurança nacional.

O ex-secretário da Força Aérea, Frank Kendall, comentou sobre o acordo da OpenAI com o Pentágono, observando que a inclusão de princípios de segurança, como a proibição da vigilância doméstica em massa, em um acordo não significa necessariamente que eles vinculem o governo. Ele acrescentou que, sem ver o contrato completo, não está claro o que a OpenAI concordou. O Secretário questionou o nível de segurança que será imposto pelo governo.

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