Lucas Pinheiro: Queda não tira brilho após ouro inédito no esqui

O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen, campeão olímpico no slalom gigante, não conseguiu repetir o feito no slalom dos Jogos de Inverno de 2026. A prova, realizada nesta segunda-feira (16) no Centro de Esqui Stelvio, em Bormio (ITA), foi marcada por condições climáticas adversas e um alto número de desclassificações, incluindo a de Lucas na primeira descida. Apesar da queda, o atleta já havia feito história ao conquistar o ouro no slalom gigante.

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Fonte: UOL

Condições extremas e alto índice de desclassificações

A pista do Centro de Esqui Stelvio apresentou desafios significativos para os competidores. A forte nevasca que ocorreu durante a noite e persistiu ao longo da prova resultou em baixa visibilidade e um percurso mais difícil. De acordo com dados oficiais, 51% dos 96 atletas inscritos não completaram a primeira descida, incluindo Lucas Pinheiro e Christian Soevik, também representante do Brasil. A título de comparação, nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2022, a taxa de desclassificação na primeira descida do slalom foi de 35%.

Desempenho dos brasileiros

Além de Lucas e Christian, o Brasil também foi representado por Giovanni Ongaro, que alcançou a 32ª posição com o tempo de 1m04s66. Infelizmente, Giovanni não conseguiu se classificar para a segunda descida, que reunia os 30 melhores tempos da primeira fase.

Pódio e destaques da competição

O pódio do slalom foi composto por Atle Lie McGrath, da Noruega, que conquistou o ouro com o tempo de 56s14. A prata ficou com o suíço Loic Meillard (56s73) e o bronze com o austríaco Fabio Gstrein (57s08).

Repercussão na Noruega

A conquista do ouro por Lucas Pinheiro no slalom gigante gerou grande repercussão na Noruega, país onde nasceu e competiu até 2023. Jornais como VG, Aftenposten e Dagbladet destacaram o feito histórico e a trajetória do atleta, que optou por representar o Brasil, país de sua mãe. O VG enfatizou o discurso do atleta, que afirmou que seu propósito "vai muito além de medalhas e resultados".

O que motivou a mudança de nacionalidade?

Após conflitos com a federação norueguesa, Lucas anunciou sua aposentadoria em 2023. Meses depois, confirmou o retorno às competições representando o Brasil. Sua decisão, embora lamentada por alguns na Noruega, demonstra a busca do atleta por um ambiente onde pudesse expressar sua individualidade e paixão pelo esporte. Afinal, o esporte deve ser sobre superação e representatividade, não é mesmo?

Um legado além das medalhas

Apesar da queda no slalom, Lucas Pinheiro deixa os Jogos de Inverno de 2026 com um legado de superação e inspiração. Sua medalha de ouro no slalom gigante é um marco histórico para o esqui brasileiro e demonstra que, com talento e dedicação, é possível alcançar o topo, independentemente das dificuldades e origens. Sua história serve de inspiração para jovens atletas brasileiros e reforça a importância do esporte como ferramenta de inclusão e transformação social.

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