A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou que exigirá que todos os árbitros de seu quadro se cadastrem na plataforma de autoexclusão de casas de apostas do Ministério da Fazenda. A medida, que visa garantir a integridade do esporte, restringe o acesso dos árbitros às bets e à publicidade do setor. A FPF também recomendou que clubes e funcionários realizem o cadastro na plataforma. O governo federal lançou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, permitindo o bloqueio de todos os sites de apostas autorizados.
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Fonte: ge
Exigência da FPF e Recomendações
A exigência da FPF, que em breve constará no novo Regulamento Geral de Arbitragem da entidade, é um passo significativo para reforçar a transparência e a ética no futebol paulista. A recomendação para que clubes e funcionários se cadastrem na plataforma do Ministério da Fazenda demonstra o compromisso da federação com a integridade do esporte em todas as suas esferas.
Plataforma de Autoexclusão do Governo Federal
O Governo do Brasil lançou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite que qualquer pessoa bloqueie, de uma só vez, todos os sites de apostas autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF). Para se cadastrar, basta entrar no site de Autoexclusão.
Como Funciona a Autoexclusão Centralizada?
- As operadoras autorizadas pela SPA recebem o comunicado de autoexclusão automaticamente.
- Têm até 72 horas para bloquear o acesso dos usuários aos seus sites e aplicativos.
Prevenção e Saúde Mental
Mesmo quem nunca apostou ou nunca realizou cadastro em casas de apostas pode solicitar a autoexclusão, prevenindo o uso indevido de seus dados. A plataforma também oferece informações sobre tratamento de saúde mental e a localização de pontos de atendimento do SUS. A autoexclusão centralizada é reconhecida como uma estratégia essencial para reduzir os danos à saúde mental relacionados às apostas.
O secretário de Prêmios e Apostas do MF, Regis Dudena, destacou que a plataforma oferece informações para o cidadão, incluindo um Autoteste de Saúde Mental, além de links para o Ministério da Saúde.
Contexto Legal e Medidas Adicionais
A legislação brasileira já proíbe que atletas, juízes, dirigentes e outras pessoas com capacidade de influenciar resultados façam apostas. Essa proibição também está presente em regulamentos da CBF e da Fifa. A FPF mantém, desde 2015, um comitê de integridade que atua na prevenção e investigação de manipulações, além de um canal de denúncias anônimas em seu site.
Recentemente, a CBF determinou que os 72 árbitros da primeira turma de profissionais certificassem a exclusão de seus CPFs das bets.
O que essa medida significa para o futuro do futebol?
A iniciativa da FPF, juntamente com a plataforma do governo federal, representa um esforço significativo para proteger a integridade do futebol e a saúde mental dos envolvidos. Ao exigir a autoexclusão dos árbitros e incentivar a adesão de clubes e funcionários, a federação paulista busca fortalecer a confiança no esporte e prevenir a manipulação de resultados. O uso de ferramentas como reconhecimento facial pelas casas de apostas e o comitê de integridade da FPF indicam uma abordagem multifacetada para combater os riscos associados às apostas esportivas.