Após quase 30 anos do trágico acidente aéreo que vitimou os integrantes da banda Mamonas Assassinas, os corpos dos cinco músicos – Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli – serão exumados nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. A decisão, tomada em consenso pelas famílias, visa a cremação dos restos mortais e a transformação das cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores em um memorial no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade natal dos artistas.
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Fonte: O Globo
O Memorial dos Mamonas Assassinas
O projeto do memorial é uma parceria com o BioParque, empresa especializada em homenagens póstumas sustentáveis. Segundo Jorge Santana, primo de Dinho e empresário responsável pela marca Mamonas, o memorial será um "espaço permanente de homenagem aos integrantes da banda, cuja trajetória marcou gerações e se confunde com a identidade cultural de Guarulhos".
As cinzas dos músicos serão depositadas em urnas biodegradáveis, servindo como substrato para o plantio de espécies nativas como ipê amarelo, jacarandá e sibipiruna. Cada árvore representará um dos integrantes da banda.
Relembrando o Acidente
O acidente que vitimou os Mamonas Assassinas ocorreu em 2 de março de 1996, quando o jatinho Learjet da banda se chocou com a Serra da Cantareira, em São Paulo, durante uma tentativa de arremetida no Aeroporto de Guarulhos. Além dos cinco integrantes, o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto também faleceram.
O Fenômeno Mamonas Assassinas
A banda Mamonas Assassinas alcançou sucesso meteórico com seu estilo irreverente e letras bem-humoradas. O álbum de estreia, lançado em 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias, tornando-se um dos maiores sucessos da história da música brasileira. Hits como “Pelados em Santos” e “Vira-Vira” conquistaram o público de todas as idades, mas principalmente crianças e adolescentes. Qual o segredo por trás do sucesso que atravessa gerações?
Homenagens Póstumas e Legado
O trágico fim da banda não apagou sua importância na cultura brasileira. A irreverência e o humor dos Mamonas Assassinas continuam a inspirar artistas e fãs. O memorial no BioParque Cemitério de Guarulhos será um local de celebração da vida e da obra dos músicos, mantendo viva a memória de um dos maiores fenômenos da música nacional. A história da pessoa homenageada pode ser registrada em uma plataforma digital do BioParque, permitindo que lembranças, fotos e mensagens façam parte dessa experiência.
Mais de cem mil pessoas compareceram ao velório e enterro dos integrantes da banda em 1996, demonstrando o impacto que o grupo teve no país. Os corpos foram enterrados no Cemitério Parque das Primaveras I, em um mesmo túmulo. Os fãs, em luto, cantaram sucessos como "Sabão Crá-Crá" e "Pelados em Santos" em homenagem à banda.
A exumação e cremação dos corpos, seguidas do plantio das árvores, representam um novo ciclo, transformando a dor da perda em um tributo à alegria e à irreverência que marcaram a trajetória dos Mamonas Assassinas. Onde quer que estejam, a música dos Mamonas continuará a ecoar na memória dos brasileiros.
A escolha das espécies de árvores, ipê amarelo, jacarandá e sibipiruna, simboliza a brasilidade e a alegria que a banda transmitia em suas canções.