A deputada federal Carol de Toni anunciou sua saída do Partido Liberal (PL) após ser informada de que a legenda priorizou a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. A decisão foi comunicada a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, nesta quarta-feira (4), após uma reunião onde ficou claro que o partido optou por um acordo com o PP, indicando Esperidião Amin como o segundo nome na chapa.

Fonte: UOL Notícias
Entenda a Decisão do PL
A escolha por Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em detrimento de Carol de Toni, que liderava as pesquisas ao Senado em Santa Catarina, demonstra uma estratégia nacional do partido. Valdemar Costa Neto, segundo relatos, mencionou acordos preexistentes com Ciro Nogueira, presidente do PP, para justificar a decisão. Essa aliança faz parte de um esforço maior para fortalecer a base de apoio ao governo Jorginho Mello em Santa Catarina.
O Futuro de Carol de Toni
Com a saída do PL, Carol de Toni agora avalia outras opções partidárias para viabilizar sua candidatura ao Senado. O partido Novo já formalizou um convite, garantindo-lhe espaço na chapa. Outras legendas como Avante, Podemos, PRD, MDB e PSD também demonstraram interesse em tê-la em seus quadros. A decisão de Carol de Toni terá impacto significativo no cenário político catarinense, dada a sua popularidade e potencial eleitoral.
Pressões e Acordos Políticos
A decisão do PL também foi influenciada por pressões de outros partidos, como União Brasil e PP. Essas legendas deixaram claro que poderiam apoiar um adversário do governador Jorginho Mello caso não tivessem espaço garantido para indicar um candidato ao Senado. O deputado Fabio Schiochet (União-SC) chegou a declarar que o PL deveria escolher entre Carol de Toni e Carlos Bolsonaro até o final de fevereiro, sob pena de perder o apoio dessas legendas.
Repercussão e Cenários Futuros
A saída de Carol de Toni do PL expõe um racha na direita catarinense, uma vez que Michelle Bolsonaro havia se alinhado à deputada, o que contraria os interesses de Flávio Bolsonaro, que busca fortalecer o PP e o União Brasil como aliados. A disputa pelo Senado em Santa Catarina promete ser acirrada, com diversos nomes de peso buscando as duas vagas em jogo. Qual será o próximo capítulo dessa movimentada disputa política?
Acordo com o PP e Implicações
O acordo entre o PL e o PP, que visa a reeleição do senador Esperidião Amin, teve um peso considerável na decisão de preterir Carol de Toni. Caso o PL lançasse uma chapa pura com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, o PP poderia se afastar do governo Jorginho Mello e apoiar João Rodrigues (PSD) para o governo. Esse cenário demonstra a complexidade das negociações políticas e a necessidade de equilibrar diferentes interesses para garantir a governabilidade.
Ofertas e Contrapropostas
Antes da decisão final, Valdemar Costa Neto tentou convencer Carol de Toni a disputar a reeleição à Câmara dos Deputados ou a integrar a chapa majoritária como candidata a vice-governadora. A oferta incluía a promessa de que ela se tornaria líder do PL a partir de 2027, mas a deputada rejeitou a proposta, mantendo seu foco na disputa pelo Senado. A busca por um novo partido para abrigar sua candidatura é agora a prioridade.
O Peso do Bolsonarismo em Santa Catarina
Santa Catarina é um estado com forte identificação com o bolsonarismo, o que torna a disputa ainda mais interessante. Carlos Bolsonaro, ao mudar seu domicílio eleitoral para o estado, busca capitalizar esse apoio e garantir uma vaga no Senado. A aliança entre o PL e o PP, no entanto, pode gerar tensões internas e dificultar a consolidação de uma base de apoio unificada. Resta saber como os eleitores catarinenses responderão a essa nova configuração política.