Arquivos Epstein: Nudez exposta e falhas causam 'danos irreparáveis'

Imagens de pessoas nuas, parte dos arquivos de Jeffrey Epstein, permaneceram acessíveis online por dias, mesmo após alertas sobre falhas na proteção de dados. O incidente gerou indignação e acusações de negligência contra as autoridades dos EUA, com advogados das vítimas denunciando 'danos irreparáveis'. Os arquivos vazados continham fotos e vídeos sem tarjas, expondo vítimas de crimes sexuais.

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Fonte: BBC

Falhas na Proteção de Dados e Reação das Vítimas

A divulgação inadequada dos arquivos de Epstein expôs informações sensíveis de dezenas de vítimas, incluindo fotos e vídeos de nudez sem a devida ocultação. Grupos de vítimas manifestaram sua indignação após a publicação das imagens, levando o Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA a retirar milhares de documentos de seu site, alegando um 'erro técnico ou humano'. No entanto, a BBC Verify confirmou que diversas imagens de pessoas identificáveis ainda estavam online mesmo após o governo afirmar que estava corrigindo o problema.

Repercussão Legal e Críticas ao Departamento de Justiça

Brad Edwards, advogado que representa vítimas de Epstein, declarou que 'o dano causado é irreparável'. Ashley Rubright, sobrevivente dos abusos, expressou sua indignação, afirmando que a situação é 'uma violação enorme de um dos momentos mais horríveis da vida delas'. Advogados criticaram o DoJ por não proteger adequadamente as vítimas, expondo seus nomes e informações ao público.

Detalhes dos Arquivos Vazados

Entre os arquivos, a BBC Verify identificou fotos de jovens parcialmente vestidas, com rostos e corpos visíveis. Um dos arquivos continha duas versões da mesma imagem, uma com o rosto coberto e outra sem. Um vídeo também mostrava uma pessoa exibindo um dos seios. Além disso, informações médicas e declarações legais revelaram a identidade de várias pessoas, incluindo detalhes de exames de ultrassom fetal. Este incidente levanta sérias questões sobre os procedimentos de proteção de dados do governo e a segurança das vítimas de crimes sexuais.

O que aconteceu com Jeffrey Epstein?

Os novos arquivos sobre o caso Epstein, divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, revelam detalhes sobre a morte do empresário. Segundo documentos do BOP (Departamento Federal de Prisões), com relatos dos funcionários do Centro Correcional Metropolitano de Nova York, onde ele estava preso, Jeffrey Epstein foi encontrado morto às 6h33 da manhã, do dia 10 de agosto de 2019. A autópsia de Epstein indicou que o empresário tinha lesões no pescoço, nos olhos e no ombro esquerdo. Marcas de ligadura foram encontradas no pescoço do empresário, hemorragia nos olhos, fratura no pescoço e no ombro esquerdo.

O que diz o FBI sobre os arquivos de Epstein?

É importante notar que, segundo o FBI, parte do conteúdo dos arquivos baseia-se em denúncias sem comprovação ou depoimentos de terceiros não identificados, e o próprio FBI diz que eles podem ter sido falsificados. Para quem tomou as informações do caso Epstein dessa forma, a mídia tradicional também seria parte do esquema, pois só a cooptação dos proprietários de grandes jornais, rádios e tevês explicaria a forma relutante com que os jornalistas lidaram até agora com essas revelações. A postura prudente da imprensa tem, no entanto, uma explicação bem mais prosaica: os documentos não são confiá­veis.

Próximos Passos e Implicações

O Departamento de Justiça dos EUA está analisando novos pedidos e verificando se há outros documentos que exijam ocultação adicional. A falha na proteção de dados pode levar a ações judiciais e a uma revisão dos procedimentos de divulgação de informações confidenciais. A situação continua a gerar indignação e exige medidas urgentes para proteger as vítimas e garantir a responsabilidade das autoridades.

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