A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha e a tentativa de afogamento do cão Caramelo, ambos na Praia Brava, Florianópolis. As investigações apontaram a participação de adolescentes nos atos infracionais análogos a maus-tratos. Um adolescente foi identificado como o agressor de Orelha, que morreu após ser atacado, e outros quatro estão envolvidos na tentativa de afogamento de Caramelo. Os nomes e idades dos suspeitos não foram divulgados devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/z/B/avLgi1SWuAMA6a9OqUlQ/jhdnfefefe.jpg)
Fonte: G1
Detalhes da Investigação da Morte de Orelha
O cão Orelha, conhecido por ser um animal comunitário amado na Praia Brava, foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte. A investigação revelou que ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou um objeto rígido. A polícia pediu a internação provisória do adolescente apontado como agressor, que chegou a se contradizer em depoimentos e omitir informações cruciais.
O Envolvimento do Adolescente e a Defesa
A defesa do adolescente argumenta que as informações divulgadas são "meramente circunstanciais" e não constituem prova definitiva. Os advogados alegam que houve politização do caso e que ainda não tiveram acesso integral aos autos do inquérito. A defesa busca demonstrar a inocência do jovem, contestando a fragilidade da investigação.
Investigação da Tentativa de Afogamento de Caramelo
No caso do cão Caramelo, quatro adolescentes foram representados por atos infracionais análogos a maus-tratos. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a motivação ou a dinâmica da tentativa de afogamento, mas confirmou o envolvimento dos quatro jovens. O Ministério Público formalizou a acusação contra os adolescentes, e o caso seguirá para a Vara da Infância e Juventude.
Como a Polícia Chegou aos Suspeitos?
A Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de gravações de 14 câmeras de monitoramento, além de depoimentos de testemunhas e suspeitos. Um software francês foi utilizado para a localização geográfica do suspeito da agressão a Orelha. A roupa utilizada pelo adolescente no dia da agressão foi identificada por meio das imagens e comparada com as roupas apreendidas em sua residência.
Repercussão e o Legado de Orelha
A morte do cão Orelha gerou grande comoção e manifestações em Florianópolis e outras cidades do Brasil. O animal era considerado um mascote da Praia Brava e recebia cuidados de diversos moradores. A médica veterinária Fernanda Oliveira descreveu Orelha como "sinônimo de alegria" e um cão dócil e brincalhão. A comoção em torno do caso reacende o debate sobre a proteção animal e a punição para crimes de maus-tratos. Qual o impacto desta conclusão nas medidas de proteção aos animais de rua em Florianópolis?
Próximos Passos e Implicações Legais
Com a conclusão do inquérito, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) analisará o caso e decidirá se oferece denúncia contra os adolescentes. A depender da decisão judicial, os jovens podem ser submetidos a medidas socioeducativas. Três adultos também foram indiciados por coação de testemunhas no caso Orelha. O caso serve de alerta para a importância da conscientização sobre os direitos dos animais e a necessidade de combater a violência contra eles.