O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, reiterou nesta segunda-feira (27) a necessidade de remover o que chamou de ".três frutas podres" do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles, Zema defendeu a renovação do Senado como meio para viabilizar processos de impeachment contra ministros da Corte.

Fonte: Gazeta do Povo
Críticas direcionadas a ministros específicos
Embora sem citar nomes, Zema especificou suas críticas, mencionando um ministro cuja esposa teria fechado um contrato de R$ 129 milhões; outro envolvido em uma transação de R$ 35 milhões referente ao Tayayá; e um terceiro que recebeu apoio para seus congressos jurídicos. O candidato insinuou que esses ministros se beneficiaram de um "banqueiro bandido", referindo-se a Daniel Vorcaro. O jornal O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo detalharam as supostas ligações.
Reações e antecedentes de Zema
As declarações de Zema ocorrem em um contexto de tensões anteriores com membros do STF. Gilmar Mendes, por exemplo, já moveu uma ação contra Zema por suposta calúnia após a divulgação de vídeos com fantoches representando o ministro e Dias Toffoli. Zema questionou se o Brasil continuará sendo uma "república de bananas", onde alguns enriquecem enquanto a maioria da população enfrenta dificuldades financeiras.
Definição de vice e alianças políticas
Em outra frente, Zema comentou sobre a escolha de seu vice, afirmando que a decisão será tomada "no último dia". Ele expressou admiração por Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, considerando-o uma opção para compor a chapa. No entanto, Zema ressaltou a instabilidade do cenário político, que pode influenciar as alianças. O candidato mencionou a possibilidade de uma chapa pura do Novo ou composições com outros partidos que não apresentem candidatos à presidência.
O futuro do STF e a política brasileira
A fala de Zema adiciona um novo capítulo ao debate sobre a atuação do Poder Judiciário no Brasil e a necessidade de reformas políticas. A sugestão de renovação do Senado para facilitar impeachments aponta para um desejo de maior fiscalização sobre os ministros da Corte. Enquanto as eleições de 2026 se aproximam, as articulações políticas e as críticas às instituições permanecem no centro das discussões.