Tarifas dos EUA: Impacto Pontual no Brasil e Resposta Contundente

Em 16 de julho, os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho. A medida, justificada por Washington como resposta a supostas práticas comerciais “desleais”, foi classificada por Brasília como “injusta, indevida e ilegal”. O governo brasileiro promete suporte aos setores afetados e estuda a aplicação da Lei da Reciprocidade. Analistas preveem impacto macroeconômico limitado, com pressões concentradas em cadeias produtivas específicas.

Impacto Econômico e Setores Afetados

As tarifas afetarão 18% do comércio bilateral (US$ 7,4 bilhões) e 2,4 mil empresas, principalmente dos setores de madeira, máquinas, móveis, cerâmica, calçados e açúcar. Mais da metade das exportações aos EUA (carnes, café) foi poupada. Analistas como Gabriel Barros e Felippe Serigati afirmam que o impacto macroeconômico será “negativo, mas bastante marginal”, devido à baixa participação do comércio exterior no PIB. A compressão de margens é esperada para produtos como o ferro-gusa. A inflação de alimentos não será relevante. A diversificação de mercados já reduz a dependência dos EUA.

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