O Rio Grande do Sul enfrentou um sábado (18 de julho de 2026) de forte instabilidade climática, que resultou em estragos em 18 municípios e deixou oito pessoas desalojadas, com rajadas de vento ultrapassando 100 km/h e milhares de residências sem energia. A previsão meteorológica indica que a instabilidade se mantém e se intensifica neste domingo (20), com o avanço lento de uma frente fria prometendo temporais severos e chuvas volumosas em praticamente todo o estado.
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Fonte: G1
Previsão de Temporais Intensos para o Domingo
A instabilidade predominará no Rio Grande do Sul neste domingo, com previsão de chuva forte e temporais em praticamente todas as regiões do estado. Conforme a Climatempo Meteorologia, os ventos podem atingir entre 70 km/h e 90 km/h, e o volume de chuva pode superar 150 milímetros em pontos isolados. As áreas que exigem maior atenção incluem o Oeste, Campanha, Missões, Noroeste, Centro, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana, Vales, Serra e os Litorais Médio e Norte. Nestes locais, a chuva pode ocorrer com forte intensidade ao longo do dia.
O cenário mais preocupante está entre o Oeste, o Centro e a Campanha, onde os volumes previstos variam de 40 a 100 milímetros, com possibilidade de superar 150 milímetros em pontos isolados. Este cenário pode elevar significativamente o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, exigindo atenção contínua da população e das autoridades.
Impactos Registrados no Sábado
Apesar de não ter atingido a força máxima inicialmente projetada, a chuva e os ventos registrados no sábado causaram estragos consideráveis. De acordo com o boletim da Defesa Civil do Estado, 18 municípios reportaram danos, incluindo destelhamentos, danos estruturais em prédios e vias interrompidas por árvores e postes caídos. Houve oito pessoas desalojadas, sendo cinco de duas famílias em Alegrete e outras três em São Borja.
As rajadas de vento foram particularmente intensas. O município de Caraá, no Litoral Norte, registrou a maior velocidade, com 113 km/h. Outras localidades também foram afetadas por vendavais: Santa Vitória do Palmar (97,9 km/h), Panambi (95,8 km/h), Jaguari (93,3 km/h) e Aceguá (88,6 km/h). Em termos de precipitação, Santa Vitória do Palmar acumulou 41,4 milímetros e Jaguarão 35,6 milímetros entre 6h e 18h do sábado.
"A gente teve basicamente até agora o vento forte associado ao vento norte, que trouxe esse ar quente para o Rio Grande do Sul, mas esse vento norte também contribui para manter a frente fria ainda sobre o Uruguai, que tem tido tempestades, chuva forte, granizo. Essa condição de vento também trouxe uma camada de inversão térmica, que está dificultando a formação das áreas de chuva aqui no Rio Grande do Sul e o avanço dessa frente fria." - Murilo Lopes, meteorologista da UFSM.
Cerca de 18 mil consumidores estavam sem energia elétrica no Rio Grande do Sul até as 18h de sábado, sendo 10.102 clientes na área de abrangência da RGE e 8.163 na área da CEEE Equatorial, evidenciando a extensão dos danos provocados pelos fenômenos climáticos.
Chuva Persistente e Ventos na Segunda-feira
A segunda-feira (21) manterá o tempo instável na maior parte do Rio Grande do Sul, com a frente fria continuando a atuar sobre o estado. Há previsão de chuva frequente, especialmente no Oeste, Missões, Centro, Vale do Rio Pardo, Planalto e Região Metropolitana. Nessas áreas, os acumulados previstos novamente ficam entre 40 e 100 milímetros, podendo ultrapassar 150 milímetros em pontos do Oeste, Missões, Centro e Vale do Rio Pardo. Ventos ainda podem alcançar velocidades entre 60 km/h e 80 km/h, principalmente na metade Norte gaúcha.
Melhora Gradual na Terça, com Alerta no Norte
Na terça-feira (22), a frente fria deverá avançar em direção à metade Norte do estado, permitindo uma melhora gradual das condições do tempo no Oeste, na Campanha e no Sul. Contudo, a chuva ganhará força em áreas da Serra, do Planalto, das Missões e do Norte gaúcho, onde os acumulados poderão ultrapassar 80 milímetros em locais isolados. Rajadas próximas de 90 km/h e eventual queda de granizo ainda são possíveis, embora o risco de tornados seja considerado baixo.
Este cenário exige atenção redobrada das autoridades e da população, que deve acompanhar os alertas e seguir as recomendações da Defesa Civil. A complexidade do sistema meteorológico indica que, apesar de possíveis melhoras regionais, a instabilidade climática seguirá desafiando o Rio Grande do Sul nos próximos dias, mantendo o risco de novos eventos adversos. Qual a preparação para esses cenários?