A final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo, 19 de julho, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium em Nova Jersey, EUA, opõe Argentina e Espanha. O evento é marcado por crescente antipatia à seleção argentina na América Latina, levando muitos a apoiar a Espanha. Esse fenômeno é alimentado por rivalidade histórica, polêmicas arbitrais, acusações de favorecimento da FIFA e incidentes de racismo, desafiando a tradicional solidariedade continental.
Crescimento da Antipatia e Escolha da Torcida
A campanha argentina gerou críticas e memes em nações como México, Colômbia, Equador e Chile. O sociólogo Germán Gómez aponta a "dinâmica de solidariedade" rompida, associando a equipe de Scaloni à FIFA. Um brasileiro, Francisco Santos, exemplificou:
"Prefiro ver a Espanha bicampeã do que a Argentina tetracampeã."As decisões arbitrais são foco de descontentamento, e acusações de racismo mancharam a imagem da equipe. O equatoriano Jeremy Rimachi prefere a "qualidade" espanhola, pois "não são tão metidos quanto os argentinos."
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Fonte: G1
Disputa Histórica por Títulos e Reação Argentina
Esta é a 12ª final entre Europa e América do Sul. Europa detém 12 títulos globais, contra 10 da América do Sul. Em finais diretas, sul-americanos lideram com oito vitórias em 11 decisões. A Argentina busca seu quarto título (1978, 1986, 2022); a Espanha, o bicampeonato (2010). Uma vitória argentina a igualaria a Itália e Alemanha; espanhola, a Uruguai e França. A Espanha nunca enfrentou um sul-americano em final de Copa.
Lionel Messi e o técnico Scaloni abordaram as críticas, com Messi afirmando que "ninguém nos dá nada de presente". Scaloni viu nos questionamentos uma "rebelião" motivadora. Uma marca de fernet explorou o tema com a campanha "Somos insuportáveis", satirizando o ego argentino em uma sessão de apoio psicológico fictícia onde torcedores reclamam da paixão albiceleste. A final transcende o jogo, consolidando rivalidades históricas e debates éticos no cenário do futebol mundial.