MP recorre contra prisão domiciliar de suspeita de morte de policial

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu à Justiça para cassar a prisão domiciliar de Mayara Silva da Silva, investigada por envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. O órgão argumenta que a gravidade do crime, a apreensão de quase uma tonelada de drogas e o vínculo direto da suspeita com a ação que causou a morte do policial justificam a manutenção da prisão preventiva em regime fechado. A promotoria sustenta que Mayara não é uma traficante eventual e que sua profunda inserção em uma organização criminosa de alta periculosidade torna o caso excepcional, não se aplicando a regra geral de prisão domiciliar para gestantes. O MPAM pede uma decisão liminar urgente para restabelecer a prisão preventiva e expedir o mandado de prisão contra a suspeita.
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Fonte: G1

Investigador morto em operação

Luciano Carvalho de Sena foi atingido no pescoço e no braço durante um confronto com ocupantes de veículos abordados pela polícia. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A troca de tiros ocorreu na sexta-feira (24), em Manaus, durante uma operação que resultou na apreensão de quase 1 tonelada de drogas, coletes balísticos e munições. O caso gerou grande repercussão na capital amazonense.

Outro suspeito morre em confronto

Rafael Pereira Freitas, apontado como outro suspeito no caso, foi localizado em Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus, no sábado (25). Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem policial, atirou contra os agentes e morreu após o confronto. As circunstâncias exatas da morte de Rafael não foram detalhadas.

PM preso em apuração

Um cabo da Polícia Militar do Amazonas, identificado como Bruno Everson Pinto dos Santos, foi preso durante as investigações sobre a morte do investigador. A Polícia Militar informou que ele foi apresentado à Polícia Civil e detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo. A possível participação do militar no crime não foi detalhada, e a PM instaurou uma sindicância administrativa para apurar a conduta do cabo.

O caso da prisão domiciliar

Mayara Silva da Silva havia recebido o benefício da prisão domiciliar no sábado (25) por estar gestante. No entanto, o MPAM contestou a decisão, argumentando que a gravidade da morte do agente e a quantidade de drogas apreendidas, totalizando 862,6 quilos de maconha e 11,2 quilos de cocaína, demonstram sua profunda ligação com o crime organizado. O órgão pede que a medida cautelar seja revogada urgentemente.

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