Um dos sobreviventes do acidente com césio-137 em Goiânia foi encontrado morto no último sábado (25)
Lucimar das Neves Ferreira, irmão de Leide das Neves Ferreira, a primeira vítima fatal da tragédia radiológica ocorrida em Goiânia em 1987, morreu aos 53 anos. A informação foi divulgada pela Associa

Fonte: Folha de S.Paulo
ção das Vítimas do Césio-137 nas redes sociais. A causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, segundo a família, e não tem relação direta com a contaminação pelo material radioativo. Lucimar tinha 14 anos quando foi exposto ao césio-137, mas, segundo relatos, não apresentou sequelas graves.
O trágico acidente de 1987
O acidente com o césio-137 teve início em 13 de setembro de 1987, quando dois homens retiraram um aparelho de radioterapia de uma clínica abandonada em Goiânia. A cápsula contendo 19 gramas da substância radioativa foi aberta, e o material se espalhou pela cidade, causando contaminação em centenas de pessoas e resultando em quatro mortes diretas. Leide das Neves Ferreira, irmã de Lucimar, tornou-se um símbolo da tragédia ao falecer semanas após a exposição.
Legado e memórias da tragédia
A morte de Lucimar reacende as dolorosas memórias do maior acidente radiológico com material radioativo fora de uma usina nuclear. O presidente da Associação das Vítimas do Césio-137, Marcelo Santos Neves, lamentou a perda e destacou que Lucimar faz parte de uma geração marcada para sempre por este evento. A história da tragédia foi recentemente abordada na série 'Emergência Radioativa', que estreou na Netflix.
Contexto: O césio-137 é uma substância altamente radioativa cujos efeitos podem incluir desde problemas de pele até doenças mais graves. A manipulação e exposição a este material sem conhecimento dos riscos, como ocorreu em 1987, tem consequências devastadoras para a saúde humana e o meio ambiente.