Lionel Messi, aos 39 anos, prepara-se para o epílogo de sua saga em Copas do Mundo. Liderando a Argentina para mais uma final, desta vez contra a Espanha, no dia 19 de julho, em East Rutherford, nos arredores de Nova York, Messi disputa sua sexta — e provavelmente última — edição do torneio. Este percurso de duas décadas o transformou de jovem promessa a lenda incontestável, culminando na busca pelo bicampeonato mundial. Sua presença na decisão de 2026 reafirma seu status no futebol, celebrando uma trajetória de resiliência, recordes e consagração.
Fonte: GE
O Sexto Mundial e os Recordes Históricos
Em 2026, Messi consolidou seu legado com feitos inéditos. Ele se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 21 gols, e o jogador com mais assistências no torneio, somando 12. Decisivo, o camisa 10 da Argentina mais uma vez guiou sua seleção à final – a terceira de sua carreira. Em sete jogos nesta edição, Messi acumulou oito gols e quatro assistências, sendo eleito o melhor da partida em cinco ocasiões. Este desempenho, aos 39 anos, tem sido chamado de seu "último tango" no palco mundial, um espetáculo que poucos imaginavam.
A Jornada: De Promessa a Campeão Mundial (2006-2022)
A jornada de Messi em Copas começou em 2006, aos 18 anos, como promessa na camisa 19. Participou de três jogos, marcou um gol e deu uma assistência. Em 2010, já com a 10 e melhor do mundo, frustração: cinco jogos sem gols e eliminação nas quartas. A Copa de 2014 no Brasil foi marcante, com Messi eleito o melhor jogador, mas amargou o vice-campeonato. Em 2018, a Argentina viveu campanha turbulenta, e Messi, com um gol, não evitou a queda nas oitavas. A redenção veio em 2022, no Catar, quando liderou a seleção ao tricampeonato mundial, marcando sete gols e sendo o grande destaque. Esta campanha histórica coroou sua "obra-prima" com a seleção, pondo fim a 36 anos de espera.
Liderança e Resiliência: A Transformação do Capitão
A relação de Messi com a Copa foi, por muito tempo, de decepções. No entanto, o técnico Lionel Scaloni "deu ao astro algo que outros não haviam dado: um grupo de soldados prontos para morrer por ele". Essa união em torno do capitão foi crucial. Messi retornou à seleção após breve aposentadoria em 2016 para conquistar o povo argentino. Ele se transformou de uma peça fundamental de poucas palavras para o líder inquestionável. "O que mais ele precisa fazer para ser considerado o maior da história?", questionou Scaloni, descrevendo Messi como uma "lenda" e "o melhor jogador que o mundo já viu".
"O que mais ele precisa fazer para ser considerado o maior da história?", questionou o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, descrevendo seu capitão como uma "lenda" e "o melhor jogador que o mundo já viu".
O Legado de um Ícone Incontestável
Mesmo aos 39 anos, Messi desafia a lógica. Sua dedicação ao futebol, administrando a carreira na MLS para chegar à Copa em sua melhor forma, demonstra seu compromisso inabalável. Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, elogiou sua "responsabilidade e qualidade", reforçando que ele é "o líder e o jogador fundamental". Independentemente do resultado da final, Messi já confirmou ser esta sua última participação. Sua trajetória de 20 anos em Copas, marcada por recordes e resiliência, já o garantiu como um dos maiores. A final de 2026 será a celebração final de uma carreira que transcendeu o esporte, eternizando Lionel Messi. A imagem de Messi levantando a taça em 2022 ressoa como o ponto alto dessa jornada, solidificando seu legado para as futuras gerações.