Seleção Brasileira amarga quinto vice-campeonato consecutivo na Liga das Nações
A seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta um jejum de títulos em competições intercontinentais, fato que, segundo comentaristas, tem gerado ansiedade e dificultado a conquista de ouros. Apesar de cinco pratas em cinco finais da Liga das Nações (VNL), a equipe não sobe ao lugar mais alto do pódio desde o Grand Prix de 2017. Especialistas como Fabi Alvim e Marco Freitas, no entanto, ressaltam a impressionante regularidade do time, considerado por eles como o mais consistente do mundo.
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Fonte: GE
Regularidade e o peso da expectativa
Desde 2017, o Brasil acumulou, além das cinco pratas na VNL, duas medalhas olímpicas (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024), um vice-campeonato mundial (2022) e um terceiro lugar (2023). Essa constância em chegar às fases decisivas contrasta com a ausência de títulos expressivos, criando um cenário de pressão.
“A seleção brasileira é a mais regular do mundo neste momento. Nenhuma outra equipe chegou a tantas fases decisivas nos últimos anos. Então, o maior desafio é não deixar a ansiedade atrapalhar as campanhas. Tenho certeza que, internamente, comissão e jogadoras vão buscar pequenos ajustes táticos, técnicos e emocionais.”
Avalia Marco Freitas, comentarista da Globo. Ele sugere que a equipe precisa adotar um comportamento mais ousado nas decisões de jogos importantes para superar essa barreira.
Estratégias e ajustes em busca do ouro
Fabi Alvim, bicampeã olímpica, aponta que o jejum tem se tornado um peso, gerando ansiedade em momentos cruciais. Ela observou um Brasil mais leve contra a Itália, que vinha de títulos, do que na final contra a Turquia, indicando que a equipe pode se tornar mais vulnerável quando é a favorita ao título. A necessidade de administrar a pressão externa e interna é vista como fundamental.
A comissão técnica, liderada por José Roberto Guimarães, e as jogadoras devem focar em ajustes táticos, técnicos e emocionais. A busca por maior volume de jogo, intensidade, concentração e disciplina são passos essenciais. Um ponto de atenção adicional são os desfalques por lesão que assolaram a equipe nos últimos anos, incluindo a capitã Gabi, Júlia Kudiess e Tainara, o que dificultou a montagem do elenco ideal.
Perspectivas futuras e próximos desafios
Marco Freitas projeta um futuro promissor, com o Mundial do próximo ano como um possível ápice, onde o Brasil poderá competir de igual para igual com potências como Itália, Estados Unidos e Turquia. As Olimpíadas de Los Angeles também são vistas como um objetivo alcançável com consistência.
Antes disso, a seleção disputará o Sul-Americano em setembro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, competição que vale vaga para as Olimpíadas. Mesmo com mais uma prata na bagagem, o Brasil demonstra estar entre as melhores equipes do mundo, mas a conquista inédita do ouro na VNL e em outras competições intercontinentais segue como um objetivo latente.
Ainda que o caminho até a final tenha sido positivo, com destaque para a consolidação de jogadoras como Julia Bergmann e a recuperação de Ana Cristina, a derrota na decisão, por 3 sets a 1 para a Turquia, com atuação decisiva de Melissa Vargas (33 pontos), reforça a necessidade de reflexão sobre a