Caso Elize Matsunaga: O crime que inspirou novo filme da Netflix
O assassinato do empresário Marcos Kitano Matsunaga, ocorrido em maio de 2012, voltou a ganhar destaque com a estreia do filme 'Elize: Sombras de Uma Mulher', disponível na Netflix. A produção ficcional se baseia em um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil, que chocou o país pela violência e pela repercussão.

Fonte: Exame
A trajetória de Elize Matsunaga e os desdobramentos do crime
O caso veio à tona quando partes do corpo de Marcos Matsunaga foram encontradas em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo. A investigação apontou Elize Matsunaga como a autora do crime, confessando ter matado o marido com um tiro na cabeça dentro do apartamento que dividiam, seguido pelo esquartejamento do corpo. Segundo Elize, a motivação teria sido a descoberta de uma traição.
Natural do Paraná, Elize conheceu Marcos enquanto trabalhava como acompanhante de luxo. O casal teve uma filha. Durante o julgamento, a defesa de Elize alegou que ela agiu sob forte abalo emocional após uma discussão, enquanto a acusação sustentou a premeditação do homicídio e o planejamento para ocultar o crime. Em 2016, Elize foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Da prisão à liberdade e novas produções
Após cumprir parte da pena, Elize Matsunaga progrediu para os regimes semiaberto e aberto, deixando a prisão em 2022. Sua história tem sido revisitada em diversas produções audiovisuais. Além do filme da Netflix, em 2021, a plataforma lançou a série documental 'Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime'. Anteriormente, em 2025, Elize foi retratada na série 'Tremembé', do Prime Video.
O filme 'Elize: Sombras de Uma Mulher'
Dirigido por Felipe Vellas e com roteiro de Raphael Montes e Mariana Torres, o filme estrelado por Lorena Comparato (Elize) e Henrique Kimura (Marcos) propõe um olhar ficcional sobre a ascensão social de Elize, os conflitos do casamento e os eventos que levaram à tragédia. A obra busca explorar os aspectos psicológicos da personagem e do relacionamento.
Detalhes não abordados e a vida atual da filha
Um detalhe ressaltado sobre o caso é uma ligação de Elize para a polícia, 25 dias antes do assassinato, relatando que o marido havia feito ameaças e saído de casa, o que a levou a cogitar trocar a fechadura do apartamento. A produção da Netflix, ao focar na ficção, pode ter omitido ou minimizado tais aspectos factuais.
A filha do casal, Helena, hoje adolescente, vive sob a guarda dos avós paternos e não tem contato com a mãe, conforme determinação judicial. Em seu livro 'Piquenique no Inferno', escrito na prisão, Elize dedicou trechos à filha, expressando o desejo de perdão e a esperança de reconciliação.
O filme na Netflix, diferentemente do documentário, oferece uma perspectiva ficcional, explorando os eventos sob um viés dramático e psicológico, e reacende o debate sobre as complexidades do caso e suas repercussões.