A Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), derrotando a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. A final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, foi decidida pelo gol de Ferran Torres aos 106 minutos. A partida marcou o provável último Mundial de Lionel Messi, aos 39 anos, que encerrou sua participação com uma performance frustrante e um amargo "tri-vice". A Argentina alcançou seu quarto vice-campeonato histórico, e a decepção de Messi, que chorou ao receber a medalha de prata, marcou o fim agridoce de uma era.
O "Tri-Vice" Doloroso de Messi e Sua Anulação em Campo
A atuação de Messi na decisão foi atípica, neutralizada pela defesa espanhola. No primeiro tempo, o craque registrou apenas três toques na bola. Ao longo de 120 minutos, teve uma finalização bloqueada e completou 27 passes. Essa performance culminou em um cenário de "tri-vice" para o capitão argentino:
- Vice-campeão Mundial: Argentina perdeu para a Espanha, segundo vice de Messi em três finais (2014 e 2026).
- Segundo na Artilharia: Com oito gols, ficou atrás de Kylian Mbappé (dez gols), Chuteira de Ouro.
- Segundo Melhor Jogador: Recebeu a Bola de Prata; Rodri, da Espanha, foi eleito o melhor do torneio.
Apesar da frustração, Messi quebrou recordes, tornando-se o maior artilheiro histórico do torneio, com 20 gols, e alcançou 12 assistências, superando lendas como Pelé. O sentimento agridoce, contudo, prevaleceu. Como Di María, campeão em 2022, afirmou sobre a equipe:
"São lendas".
Argentina: Quarto Vice-Campeonato e Desafios Ofensivos
A campanha argentina em 2026, apesar do vice-campeonato, registrou marcas históricas. Foi a quarta vez que a seleção alviceleste ficou com a prata, igualando o recorde da Alemanha (1930, 1990, 2014, 2026). Com sete participações em finais, a Argentina se iguala ao Brasil. A equipe de Lionel Scaloni demonstrou raça, mas a final contra a Espanha revelou fragilidade ofensiva, sem um chute a gol nos primeiros 90 minutos. A expulsão de Enzo Fernández dificultou ainda mais a situação.
Supremacia Espanhola: Bicampeonato Invicto e Estilo Elogiado
A Espanha consolidou sua hegemonia com uma campanha impecável. A seleção encerrou o torneio invicta, sofrendo apenas um gol em oito partidas disputadas, evidenciando sua solidez defensiva e eficiência tática. O estilo de jogo foi amplamente elogiado pela imprensa europeia, exaltando a proposta que "salvou o futebol" com força coletiva. O gol de Ferran Torres coroou uma performance dominante. Os campeões receberão anéis avaliados em quase R$ 800 mil, uma premiação inédita da FIFA.
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Fonte: GE
Legado Duradouro: Messi e o Futuro da Albiceleste
O desfecho da Copa de 2026 levanta questões sobre o futuro da seleção argentina e o impacto na lenda de Messi. Embora a derrota na final seja dolorosa, o legado do camisa 10 não será diminuído. Com uma Copa do Mundo conquistada em 2022, seis participações e inúmeros recordes, Messi cimentou seu lugar entre os maiores. A idolatria do país se manifesta em reconhecimento. A Espanha celebra um bicampeonato que coroa uma geração talentosa e um modelo de jogo consistente. Este Mundial será lembrado pela consagração espanhola e pela despedida melancólica, mas honrosa, de um ícone. Qual será o próximo capítulo para a Albiceleste sem seu capitão?