Defesa de Bolsonaro nega ligação simulada por Frota em live

A defesa de Jair Bolsonaro negou veementemente que o ex-presidente tenha atendido a uma ligação de Alexandre Frota durante uma transmissão ao vivo. O episódio ocorreu durante uma entrevista de Frota a um podcast, onde ele simulou uma ligação para um "desafeto antigo". A voz que atendeu brevemente e disse "alô" foi associada por alguns à de Bolsonaro.

Defesa refuta contato telefônico

Paulo Cunha Bueno, advogado de Jair Bolsonaro, declarou publicamente que o ex-presidente não mantém contato com Alexandre Frota há muito tempo e que não tem acesso a telefones celulares. Ele enfatizou que Bolsonaro cumpre rigorosamente as restrições impostas por sua prisão domiciliar humanitária. Segundo Bueno, qualquer pessoa que ingresse na residência presidencial é submetida a revista e seus dispositivos eletrônicos são recolhidos pela equipe de segurança.

Reações de aliados

O episódio gerou reações entre aliados de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro classificou o ato de Frota como "revoltante e desumano", acusando-o de tentar prejudicar um "inocente perseguido". Fabio Wajngarten, ex-ministro da Secretaria de Comunicação, criticou o comportamento de Frota, pedindo que ele não "brinque com coisa séria" e relembrando seu passado em telenovelas. A defesa de Bolsonaro classificou a insinuação de "leviana" e "oportunista", buscando apenas "causar celeuma".

O contexto da prisão domiciliar

A defesa de Bolsonaro ressaltou que, em virtude de sua prisão domiciliar, ele não poderia atender a chamadas telefônicas nem ter contato com o mundo exterior. Recentemente, uma operação de busca e apreensão em sua residência não resultou na apreensão de nenhum aparelho celular, reforçando a alegação de que ele não os possui. O advogado reiterou que a simulação de Frota visa apenas "trazer holofotes oportunistas" sem qualquer fundamento factual.

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