Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) avalia não disputar governo de Minas Gerais
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, tende a desistir de sua candidatura ao governo de Minas Gerais. A articulação política indica que ele pode apoiar Marcelo Aro (PP), em uma aliança que também envolveria o PL, partido de Flávio Bolsonaro. Apesar de liderar pesquisas de intenção de voto, o senador ainda não confirmou oficialmente sua participação na disputa. Fontes indicam que a decisão, embora não oficializada, está alinhada com as expectativas do partido Republicanos, que esperava um anúncio durante sua convenção estadual, da qual Cleitinho não participou, uma semana após o falecimento de seu irmão.
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Fonte: O GLOBO
PL e PP em negociação para formar aliança em Minas
O Partido Liberal (PL) estuda a possibilidade de integrar a aliança em torno de Marcelo Aro, que inicialmente era cotado para o Senado. Essa movimentação pode gerar um confronto com antigos aliados políticos de Aro. A direção do PL, sob orientação de Flávio Bolsonaro, manifestou o desejo de lançar candidatura própria ao governo de Minas, caso Cleitinho não dispute. A intenção é fortalecer a legenda no estado e garantir um palanque para Flávio na disputa presidencial. A articulação de Aro para unir a direita mineira enfrenta resistências, especialmente de parlamentares mais ligados ao bolsonarismo raiz.
Contexto político e possíveis cenários eleitorais
A possível desistência de Cleitinho e o apoio a Marcelo Aro impactam diretamente o cenário eleitoral em Minas Gerais. O governador Mateus Simões (PSD) busca a reeleição, enquanto o PT planeja lançar o deputado Patrus Ananias. A definição da chapa majoritária, com nomes como Carlos Viana (PSD) e Marília Campos (PT) disputando o Senado, adiciona complexidade à disputa. A intervenção de Flávio Bolsonaro pela candidatura própria do PL demonstra a estratégia da legenda em consolidar sua força política no estado, independentemente de alianças pontuais. A situação de Marcelo Aro também envolve desentendimentos anteriores, como o apoio à candidatura à Associação Mineira dos Municípios (AMM) em 2023, que gerou atritos com o grupo político de Romeu Zema.
A expectativa do governador Minas, Mateus Simões (PSD), que vai tentar a reeleição, era que o ex-secretário [Marcelo Aro] disputasse o Senado em sua chapa.
A negociação envolve ainda a Federação União Progressista e o PP, que articulam a candidatura de Aro. O PL, em contrapartida, busca apoio da federação em outros estados. A definição sobre a candidatura ao governo de Minas é aguardada com expectativa, pois pode reconfigurar o mapa político mineiro para as eleições de 2026.