Filha de Diplomata Morre Após Van Perder o Freio no Rio

Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, filha de diplomatas, morreu no domingo (17) após ser atropelada por uma van elétrica no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. O acidente, ocorrido no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes, também deixou a mãe de Mariana, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, e um terceiro pedestre feridos. A Polícia Civil investiga se uma falha mecânica no sistema de freios da van causou a tragédia.

Investigação Apura Falha Mecânica

O motorista da van, Lucas Leandro do Espírito Santo Marques, 24, relatou à polícia que a direção travou e o sistema de freios falhou enquanto tentava mudar de faixa. Ele perdeu o controle do veículo, que subiu na calçada e atingiu as vítimas. A polícia não encontrou marcas de frenagem no local. O veículo foi apreendido para perícia, e o motorista foi submetido a testes de bafômetro e drogas, ambos com resultados negativos.

Vítimas e Testemunhos

Mariana Tanaka Abdul Hak sofreu traumatismo craniano e múltiplas lesões, não resistindo aos ferimentos. Sua mãe, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, vice-cônsul do Brasil em Buenos Aires, também ficou ferida, mas recebeu alta e continua em tratamento em São Paulo. Um terceiro pedestre, Sérgio da Costa Luiz, teve ferimentos leves e foi liberado.

"Todo pai e toda mãe fazem enormes sacrifícios, investem os seus recursos, dão a melhor educação, colocam o máximo de dinheiro e o máximo de amor (nos filhos). Então, interromper um projeto desses no auge, quando as conquistas acontecem, ela recém-formada, se sentindo habilitada a olhar para trás falando ‘todo o meu esforço de vida valeu apena’, é muito duro", lamentou Ibrahim Abdul Hak Neto, pai de Mariana.

O Que Se Sabe Sobre a Vítima

Mariana havia acabado de chegar ao Rio após viver dez anos na Europa e tinha acabado de assinar contrato com uma multinacional de cosméticos. Formada em administração, ela morou no Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália, acompanhando seus pais diplomatas. Era fluente em português, inglês, espanhol e francês. O enterro será realizado na quinta-feira (21), em São Paulo.

Aumento nas Mortes no Trânsito no Rio

O caso de Mariana surge em um momento de preocupação com o aumento da violência no trânsito no Rio de Janeiro. De janeiro a abril deste ano, foram registrados 787 homicídios culposos (mortes no trânsito) no estado, o maior número desde 2011. A cada três horas e meia, em média, uma pessoa perde a vida no trânsito fluminense. As lesões corporais culposas também aumentaram, com 9.072 casos registrados no mesmo período, o maior índice desde 2016.

Detalhes do Acidente e Investigação Contínua

Câmeras de segurança registraram o momento em que a van elétrica, a serviço da plataforma Mercado Livre, trafegava dentro da velocidade permitida quando começou a se aproximar da calçada, subindo o meio-fio e colidindo com um poste. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para determinar as condições do veículo e as circunstâncias exatas do atropelamento. A investigação busca apurar se houve falha humana, imprudência ou negligência por parte do motorista, além de verificar se o veículo estava com revisões e manutenção em dia.

Qual o Impacto Deste Caso?

A morte de Mariana Tanaka Abdul Hak expõe a vulnerabilidade dos pedestres nas vias urbanas e a necessidade de rigor na manutenção de veículos, especialmente os elétricos, que vêm ganhando espaço no mercado. O caso também acende um alerta para o aumento da violência no trânsito e a importância de medidas preventivas para garantir a segurança de todos. Será que as autoridades tomarão medidas para mitigar os riscos no trânsito?

O atropelamento de Mariana Tanaka Abdul Hak levanta questões sobre a segurança dos veículos elétricos e a responsabilidade das empresas em garantir a manutenção adequada de suas frotas. Além disso, destaca a necessidade urgente de ações para reduzir a violência no trânsito e proteger a vida dos pedestres. A investigação da Polícia Civil será crucial para esclarecer as causas do acidente e responsabilizar os culpados.

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