Intoxicação por Metanol: Casos Disparam e Autoridades Emitem Alerta

O Brasil enfrenta um crescente número de casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Uma jovem de 30 anos em São Bernardo do Campo teve o protocolo de morte cerebral aberto, enquanto o Ministério da Saúde confirma 113 registros de intoxicação em diversos estados, incluindo 11 óbitos sob investigação. As autoridades de saúde e o Senado Federal estão emitindo alertas e buscando soluções para conter a crise.

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Fonte: G1

Jovem em Estado Grave e Protocolo de Morte Cerebral

Bruna Araújo de Souza, 30 anos, encontra-se internada em estado grave no Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo após consumir um drinque de vodca com suco de pêssego no domingo (28). A prefeitura informou que o hospital abriu o protocolo de morte cerebral, um conjunto de exames e procedimentos para confirmar a irreversibilidade das funções cerebrais. Os médicos realizarão exames clínicos, testes de ausência de movimentos respiratórios e um exame complementar para verificar a atividade encefálica. O caso é tratado como suspeita de intoxicação por metanol.

Alerta do Senado e Sintomas da Intoxicação

O senador Nelsinho Trad, médico, alertou para os sintomas da intoxicação por metanol, que podem ser confundidos com uma ressaca comum, atrasando o diagnóstico. Os sintomas incluem náuseas, visão turva e dor de cabeça, surgindo entre 12 e 24 horas após o consumo. Trad enfatizou a importância de procurar atendimento médico imediato ao sentir esses sintomas, pois a intervenção precoce pode minimizar as consequências. O Procon de São Paulo orienta os consumidores a comprarem bebidas apenas em locais de confiança e observarem os rótulos e embalagens.

"Eu quero aqui fazer esse alerta para as autoridades que estão nessa investigação. Isso precisa ser esclarecido. Começa com uma visão turva, uma confusão mental, dores abdominais, normalmente seis horas depois da ingesta bebida. A partir do momento que está sentindo isso, corre imediatamente para o pronto-socorro, porque a intervenção precoce faz com que essas consequências possam ser minimizadas." - Senador Nelsinho Trad

Dados Nacionais e Ações do Ministério da Saúde

Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou 11 casos de intoxicação por metanol e investiga outros 102 em todo o país. São Paulo concentra o maior número de casos (101), seguido por Pernambuco (6), Bahia e Distrito Federal (2 cada), e Paraná e Mato Grosso do Sul (1 cada). Das notificações, 12 resultaram em óbitos, sendo 1 confirmado em São Paulo e 11 em investigação. Para combater a crise, o Ministério da Saúde adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico, o antídoto para a intoxicação por metanol, e está comprando mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas). Além disso, solicitou à Anvisa um chamamento internacional para a compra de fomepizol, outro antídoto, e oficializou pedido de doação à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Medidas de Vigilância e Monitoramento

Diante da emergência, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a notificarem imediatamente todas as suspeitas de intoxicação por metanol, visando fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida e eficaz. Uma Sala de Situação foi instalada para monitorar os casos e coordenar as ações de resposta em nível nacional.

O que está sendo feito para evitar novas vítimas?

As investigações sobre a origem do metanol nas bebidas alcoólicas adulteradas continuam, e as autoridades buscam identificar os responsáveis pela distribuição e venda desses produtos. O aumento da fiscalização e a conscientização da população são cruciais para evitar novas vítimas e conter a disseminação da intoxicação por metanol. A população deve estar atenta aos sinais de alerta e buscar atendimento médico imediato em caso de suspeita de intoxicação.

Em resumo, a crise de intoxicação por metanol exige uma resposta coordenada e urgente das autoridades de saúde, do Senado e da sociedade em geral para proteger a população e evitar novas tragédias.

É crucial que os consumidores estejam informados e vigilantes ao consumir bebidas alcoólicas, verificando a procedência e observando os rótulos. A colaboração de todos é fundamental para superar essa emergência de saúde pública.

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