O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (15), atingindo o menor valor desde junho de 2024 (R$ 5,30), enquanto a Bolsa ultrapassou os 144 mil pontos. A expectativa de corte na taxa de juros nos EUA pelo Federal Reserve (Fed) na ‘Superquarta’ e a manutenção da Selic em 15% pelo Banco Central do Brasil impulsionaram a valorização do real.
Queda do Dólar e Alta da Bolsa
O dólar à vista caiu 0,60%, encerrando o dia a R$ 5,321. A Bolsa, por sua vez, registrou alta de 0,84%, atingindo 143.478 pontos (dados preliminares). Investidores aguardam ansiosamente as decisões de juros do Fed e do Banco Central brasileiro, previstas para quarta-feira (17). A expectativa é de um corte de 25 pontos na taxa básica americana.
Análises de Mercado
Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, destaca a apreciação do real devido à expectativa de redução de juros nos EUA e à manutenção da Selic em 15%. Esse diferencial de juros atrai investimentos estrangeiros, favorecendo o real. Para analistas do BB Investimentos, o mercado deve operar em modo espera até as decisões dos bancos centrais. Leonel Mattos, da StoneX, destaca a tendência de queda do dólar em linha com o movimento externo.
Dados Econômicos
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou redução nas estimativas de inflação para 2025 (de 4,85% para 4,83%). O IBC-Br de julho também apontou desaceleração maior que o esperado, com queda de 0,5% em relação a junho – o terceiro mês consecutivo de recuo.
Reações Políticas
O mercado também acompanha possíveis retaliações dos EUA após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que haverá anúncios de medidas adicionais na próxima semana.
Perspectivas
A perspectiva de cortes de juros nos EUA continua a atrair recursos para o Brasil, valorizando o real. Analistas, como Ian Lopes (Valor Investimentos) e Cristiane Quartaroli (Ouribank), reforçam essa análise, apontando para o diferencial de juros como fator crucial. Há também a percepção de um maior pessimismo dos consumidores americanos, o que corrobora a expectativa de corte de juros nos EUA.
Será que essa tendência de queda do dólar se manterá após as decisões de quarta-feira? A resposta dependerá da sinalização dos bancos centrais e da reação do mercado.
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